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-- Author: Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>
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<h> Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>                                         12 June 2018 at 17:36
<b> To: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>, Eduardo Ochs
<.> <eduardoochs@gmail.com>, Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Fabio Goncalves
<.> <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>, Reginaldo Demarque da Rocha
<.> <r.demarque@gmail.com>, "Romulo R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>

<p>    Prezados,

<p>         Solicito a presença de vocês na quinta-feira, de 13-14h, na sala 11, para conversarmos sobre o quadro de
<.>    horários das disciplinas de matemática para o semestre 2018/2.
<b>         Peço por favor que todos compareçam, pois temos que resolver uma série de questões antes de reunião,
<.>    quando aprovaremos o quadro de horários.
<b>         Vou enviar uma 'pauta' mínima assim que possível.

<p>    Att,
<b>    Robson.

<p>    --
<b>    Robson Brito Rodrigues
<b>    Professor Adjunto,
<b>    Universidade Federal Fluminense,
<b>    Campus de Rio das Ostras,
<b>    Departamento de Ciências da Natureza.
<b>    http://www.professores.uff.br/robsonbritorodrigues/Robson/Principal.htm
<b>    https://www.researchgate.net/profile/Robson_Rodrigues


<h> Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>                                                           12 June 2018 at 17:50
<.> To: Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>
<.> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>, Fábio Freitas Ferreira
<.> <ffreitasferreira@gmail.com>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral
<.> <fnaufel@gmail.com>, Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>, "Romulo R. Rosa"
<.> <romulo.rosa@gmail.com>

<p>    Oi todos,

<p>    nao vou poder ir - nesse horario eu vou estar no aeroporto do Rio esperando o meu voo pra um congresso...
<.>    Vou deixar com o Robson uma versao impressa e encadernada em espiral do material que tou usando com os
<.>    alunos de GA - talvez isso ajude na discussao sobre os horarios de GA e MD.

<p>     [[]],
<b>       Eduardo...

<p>    [Quoted text hidden]



<h> Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>                                              12 June 2018 at 21:05
<b> To: Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>
<b> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>,
<.> Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>, "Romulo
<.> R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Eduardo, sinceramente, vc acha que as pessoas tem tempo ou interesse em ler esse seu material de GA? Essa
<.>    quinta não vamos simplesmente discutir os horários de MD e GA, como vc colocou. Na minha visão vamos nos
<.>    reunir pra perder 1h do dia pra discutir um problema que VC criou e que sozinho poderia resolver, bastaria
<.>    simplesmente seguir um material regular, como diversas vezes já te recomendamos fazer. E o pior disso tudo é que,
<.>    enquanto perdemos essa 1h, que poderíamos estar usando em outros projetos, vc estará viajando para um
<.>    congresso, francamente....

<p>    Desculpem o desabafo colegas.
<b>    [Quoted text hidden]
<b>    --
<b>    Prof. Reginaldo Demarque
<b>    Departamento de Ciências da Natureza - RCN
<b>    Instituto de Humanidades e Saúde - RHS
<b>    Universidade Federal Fluminense - UFF
<b>    Campus de Rio das Ostras
<b>    Phone: +55 22 981144190
<b>    email address: r.demarque@gmail.com, reginaldodr@id.uff.br
<b>    Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/1924503823576120


<h> Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>                                                            13 June 2018 at 00:26
<b> To: Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>
<b> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>,
<.> Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>, "Romulo
<.> R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Oi Reginaldo,

<p>    não, eu não espero que vocês leiam o meu material de GA. Na internet
<.>    em que eu cresci quando a gente dá um link pra alguma coisa a gente
<.>    não espera que as pessoas leiam aquilo - a gente só espera, no máximo,
<.>    que ALGUMAS PESSOAS abram ele, scrollem ele durante dez segundos e
<.>    tenham uma noção de que aquilo existe, de quão disponível está, e de
<.>    onde encontrá-lo se quiserem olhar de novo algum dia.

<p>    Que bom que você citou não ter tempo - isso foi um dos motivos pelos
<.>    quais eu comecei a preparar esse material alguns semestres atrás.
<.>    Quero explicar tudo direito num texto que eu pretendo escrever depois
<.>    de terminar os gabaritos das provas de GA e de Cálculo 2 que eu dei
<.>    ontem, mas deixa eu adiantar algumas coisas.

<p>    A minha "apostila", pra usar o termo da reclamação dos discentes
<.>    incluída no memorando, não é uma apostila "tradicional" no sentido de
<.>    uma versão escrita do que a gente escreve no quadro numa aula
<.>    expositiva; ela é um material feito pra evitar que os alunos "PERCAM
<.>    TEMPO" com coisas tipo ficar copiando o quadro perdidos pensando "PQP,
<.>    vou tentar entender isso em casa depois", e ainda por cima muitas
<.>    vezes copiando errado. Ela começa com dicas sobre como estudar e
<.>    explicando que GA é um curso de escrita matemática, e ela está cheia
<.>    de exercícios pros alunos - mesmo os sem base matemática quase nenhuma
<.>    - poderem começar imediatamente, assim que eu distribuo cópias das
<.>    folhas do dia no início de cada aula, a lerem o texto e os exemplos e
<.>    começaram a fazer os exercícios DISCUTINDO ELES EM GRUPO - e tirando
<.>    dúvidas primeiro entre si e depois comigo sempre que precisarem; ou
<.>    seja, tem truques ali pra fazer eles APRENDEREM A ESTUDAR. Ah, e as
<.>    minhas "apostilas" COMPLEMENTAM os livros-texto que a gente usa no
<.>    curso e elas têm alguns "exercícios" que dizem coisas como "compare a
<.>    nossa abordagem com a das páginas tais e tais do livro tal" (que os
<.>    alunos têm em PDF)...

<p>    As minhas "apostilas" têm um bocado de material pra lidar com coisas
<.>    cuja falta nos livros eu acho desesperadora... por exemplo - deixa eu
<.>    descrever usando personagens - como lidar com alunos que desenham tudo
<.>    torto? Que deixam pra estudar na última hora? Que não têm nenhuma
<.>    referência de como fazer uma demonstração passo a passo? Que chegam
<.>    até o meio do semestre achando que podem mostrar que uma proposição é
<.>    verdadeira mostrando um caso particular? Que não fazem idéia de como
<.>    fazer o gráfico da reta x=2 ou da "reta degenerada" 0x+0y=4? Que acham
<.>    que basta mostrar o resultado de uma questão e não sabem escrever o
<.>    desenvolvimento? O ideal seria que eles soubessem estimar o nível de
<.>    cada questão e escrever tanto um desenvolvimento detalhado pra um
<.>    "leitor burro" quanto um desenvolvimento pra um leitor mais avançado,
<.>    né?

<p>    Eu tou produzindo esse material e mandando o link pra ele pra um monte
<.>    de lugares e brigando por ele exatamente porque eu acredito que estou
<.>    fazendo algo importante, e porque POR ENQUANTO as pessoas não têm
<.>    tempo pra conversar sobre os seus métodos de, por exemplo, ensinarem
<.>    alunos egressos do ensino médio de hoje em dia a representarem coisas
<.>    graficamente, a traduzirem entre o geométrico e o algébrico, e a
<.>    fazerem demonstrações...

<p>    Eu tou tentando deixar esse material cada vez mais visível porque POR
<.>    ENQUANTO eu não tenho social skills pra conseguir mais do que poucas
<.>    conversas de 10 minutos a cada semestre com as outras pessoas que dão
<.>    GA e Cálculo 1 pra saber como elas estão ensinando isso.

<p>    Eu tou deixando esse material visível pra que daqui a 3 semanas, 3
<.>    meses, ou 3 anos fique MUITO CLARO que a minha parte eu fiz e deixei
<.>    do modo mais fácil de consultar possível, e pra que você - deixa eu te
<.>    pegar como caso extremo =) - resolva que eu mereço 5 minutos da porra
<.>    do seu tempo pra gente trocar figurinhas sobre nossos métodos
<.>    didáticos, que certamente se complementam.

<p>     [[]], Eduardo

<p>    [Quoted text hidden]



<h> Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>                                              13 June 2018 at 06:54
<b> To: Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>
<b> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>,
<.> Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>, "Romulo
<.> R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Não vou me estender muito. Primeiramente, eu já te dei muito mais do que 5 minutos do meu tempo pra
<.>    conversarmos sobre GA. É muito injusto vc falar isso. Já trocamos figurinhas várias vezes, inclusive já trabalhamos
<.>    vários semestres juntos e em conjunto, talvez vc tenha esquecido. O problema é que não há troca de figurinhas, pq
<.>    vc só quer mostrar o seu trabalho e não ouve, ou melhor finge q ouve e faz o que quer.

<p>    Por fim, GA não é um curso sobre escrita matemática, o problema começa por ai. Não faz parte da ementa saber
<.>    demonstrar proposições. É louvável tentar resolver o problema de alunos com déficit de bases matemáticas, mas
<.>    não é desse jeito, existem maneiras de se fazer isso, uma delas nosso próprio departamento tentou ao criar a
<.>    disciplina de Fundamentos. Se vc acha q o seu material é importante nesse sentido, crie uma disciplina q o
<.>    contemple e aplique suas ideias lá. Em GA é para ser ensinado GA, com a linguagem e a metodologia dos livros da
<.>    bibliografia do formulário 19,é simples.
<b>    [Quoted text hidden]



<h> Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>                                                            13 June 2018 at 08:55
<b> To: Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>
<b> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>,
<.> Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>, "Romulo
<.> R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Opa, podemos nos encontrar quando eu voltar pra você me mostrar como você ensinava ou como você contornava
<.>    determinados assuntos? Eu demorei pra conseguir aplicar as dicas que você me deu naquela época, e confesso que
<.>    algumas eu só apliquei parcialmente... algumas das proposições que eu peço pra eles demonstrarem - aliás, são
<.>    problemas de "V/F/Justifique" - são problemas que eu peguei de uma lista sua...
<b>     [[]], E.
<b>    [Quoted text hidden]



<h> Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>                                                            13 June 2018 at 09:13
<b> To: Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>
<b> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>,
<.> Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>, "Romulo
<.> R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Essa lista sua aqui, o item 2 dela, que tem montes de subitens.
<b>    http://angg.twu.net/GA/lista1_GA_2011.1.pdf
<b>     [[]], Eduardo
<b>    [Quoted text hidden]



<h> Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>                                              13 June 2018 at 09:18
<b> To: Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>
<b> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>,
<.> Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>, "Romulo
<.> R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Se vc quer conversar sobre isso, estaremos reunidos nesta quinta das 13h as 14h para falar sobre isso.
<b>    [Quoted text hidden]



<h> Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>                                                      13 June 2018 at 18:41
<b> To: eduardoochs <eduardoochs@gmail.com>
<b> Cc: Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>, André Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio
<.> Espósito <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando Naufel do Amaral
<.> <fnaufel@gmail.com>, Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues
<.> <rodrigues.robson.b@gmail.com>, "Romulo R. Rosa" <romulo.rosa@gmail.com>, antonio espósito junior
<.> <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Olá a todos.

<p>    Seria realmente muito importante conversarmos presencialmente todos sobre o assunto.

<p>    Sou representante do RCN no colegiado de Engenharia e estava na reuniao em que a reclamação surgiu.

<p>    Não gostaria nem um pouco de fazer essa discussão por e-mail, mas vou fazer poucas colocações aqui porque
<.>    Eduardo não estará na nossa reunião.

<p>    Eduardo, desculpa aqui, mas vou ter que concordar com Reginaldo, eu também acho uma injustiça você dizer que
<.>    as pessoas que dão GA só dão 10 min por semestre pra você......Muitas pessoas do departamento já deram muito
<.>    mais tempo do que isso pra você...... Se não há hoje um trabalho integrado nesta disciplina é porque você já deixou
<.>    claro, através da sua prática, que você só vai fazer as coisas do seu jeito..... ninguém pode ser responsabilizado por
<.>    ter desistido de tentar....

<p>    Pois bem.....mas o fato é que está havendo ainda, ou de novo, reclamação por parte dos alunos.

<p>    Deixar um link com material escrito não é garantia de que você fez a sua parte, como você disse. Pra sua parte ser
<.>    feita você terá que comprovar que cumpre horários, cumpre programa, faz reposição integral de aulas perdidas, se
<.>    preocupa com a aprendizagem dos estudantes...disponibiliza horário de atendimento, etc.

<p>    Bem.....teria muitas outras colocações a fazer, mas não quero e não vou esticar mais ainda este texto.

<p>    É muito desgastante ter que discutir isso...

<p>    Desculpa por qualquer excesso de minha parte.




<p>    [Quoted text hidden]



<h> RomuloR3 <romulo.rosa@gmail.com>                                                               13 June 2018 at 19:56
<b> To: Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>
<b> Cc: Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito
<.> <esposito@vm.uff.br>, Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>, Fernando
<.> Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>, Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito Rodrigues
<.> <rodrigues.robson.b@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Oi pessoal, quero passar meu ponto de vista.
<b>    Penso que nós, o grupo da Matemática, devemos nos revezar em quantidade de turmas e de alunos por turma de
<.>    acordo com as necessidades das coordenações e dos colegas para evitar sobrecarga de alguns.
<b>    Um memorando do curso de engenharia pede a não-alocação de disciplinas de primeiro período para o professor
<.>    Eduardo Ochs. Motivo alegado: "problemas persistentes por anos seguidos".
<b>    A reclamação veio do Centro Acadêmico.
<b>    O que eu particularmente ouço dos alunos, por anos seguidos, é que o professor Eduardo Ochs apresenta o
<.>    conteúdo de uma forma que eles não reconhecem nas disciplinas seguintes, além de alegarem não terem visto uma
<.>    parte do que consta na ementa.

<p>    Uma conseqüência disso, foi ter turmas com mais de 40 alunos (pois ampliei o módulo a pedido da coordenação) e a
<.>    turma do professor Eduardo ficar com menos de 10 alunos.
<b>    Outra conseqüência é ter que revisar na disciplina de Álgebra Linear conteúdos de GA.

<p>    Eu dedico a p____ do meu tempo a corrigir 4 vezes mais provas que o professor Eduardo todo semestre.

<p>    Eu dedico a p____ do meu tempo para abrir espaço no conteúdo da minha disciplina e revisar o que devia ter sido
<.>    dado em G.A.

<p>    Eu dediquei 30 min da p____ do meu tempo para olhar o material complementar disponibilizado.

<p>    Faço e fiz isso em consideração aos estudantes.

<p>    Minha opinião é de que o tempo gasto com a familiarização com a linguagem vai faltar para dar o conteúdo e por fim
<.>    não beneficia o aprendizado continuado dos alunos.

<p>    Agora o departamento vai se reunir pra tentar se reorganizar. Todos pagam. Todos dedicam a p____ do seu tempo.

<p>    Sugiro que o próximo curso ministrado pelo professor Eduardo seja supervisionado pela comissão de ensino. Que
<.>    tenha livro texto, cronograma, datas de provas, vistas de provas e divulgação final de resultados definidos no
<.>    primeiro mês de aulas além de relato final em formato livre dos alunos que cursaram a disciplina.

<p>    Abraços,
<b>    Romulo.
<b>    [Quoted text hidden]



<h> Eduardo Ochs <eduardoochs@gmail.com>                                                            13 June 2018 at 21:40
<b> To: RomuloR3 <romulo.rosa@gmail.com>
<b> Cc: Reginaldo Demarque da Rocha <r.demarque@gmail.com>, Ana Isabel Spinola <belspinola@gmail.com>, Andre
<.> Nepomuceno <asevedo@gmail.com>, Antônio Espósito <esposito@vm.uff.br>, Fabio Goncalves <fgoncalves@id.uff.br>,
<.> Fernando Naufel do Amaral <fnaufel@gmail.com>, Fábio Freitas Ferreira <ffreitasferreira@gmail.com>, Robson Brito
<.> Rodrigues <rodrigues.robson.b@gmail.com>, antonio espósito junior <antonio_ejunior@yahoo.com.br>

<p>    Oi Bel (e Rômulo, e todos),

<p>    Você tem toda a razão. Nesse sentido tem várias falhas minhas aí - por
<.>    exemplo,

<p>     1) eu avisei pros alunos que a gente poderia marcar horários de
<.>       atendimento após as 18:00 mas isso só acabou acontecendo uma vez
<.>       fora as aulas de dúvidas perto das provas - eu poderia insistir
<.>       mais e ficar mais disponível...

<p>     2) boa parte do material que eu tou fazendo e usando foi inspirado
<.>       por situações em que os alunos não conseguiam descobrir sozinhos
<.>       como resolver determinados exercícios das listas ou dos livros,
<.>       ou como entender determinados trechos expositivos... eu dividia
<.>       as habilidades necessárias pra cada coisa dessas em várias
<.>       subhabilidades, fazia eles aprenderem as subs e depois juntarem
<.>       tudo - mas seria bom fazer eles voltarem aos livros e às listas
<.>       de exercícios de outras pessoas com mais frequência. Vou dar
<.>       MUITA prioridade a isso.

<p>     3) eu passei um tempo não interagindo quase nada com outras pessoas
<.>       do PURO que não fossem os meus alunos. Vou consertar isso.

<p>     4) hoje tinha uns 15 alunos na turma e eu conversei com eles pra ver
<.>       como eles funcionavam... duas pessoas disseram - aliás, duas
<.>       tinha muita certeza - que pra elas funciona bem melhor elas verem
<.>       um exemplo sendo feito passo a passo "em tempo real" no quadro
<.>       ouvindo comentários falados do que seguir esse mesmo exemplo numa
<.>        folha impressa, mesmo que ela tenha comentários detalhados e
<.>        fáceis de reler. Eu tava me concentrando só nas pessoas que
<.>        sempre perdem muitos detalhes do que é dito e que funcionam bem
<.>        melhor com material escrito pré-preparado...

<p>    Acho que o Rômulo foi bem certeiro em tudo que ele disse, concordo com
<.>    tudo. =\ As minhas matérias no próximo semestre são 1) Matemática
<.>    Discreta - pretendo usar o livro da Judith Gersting, que eu conheço
<.>    bastante e acho que sei segui-lo de perto complementando-o em alguns
<.>    lugares, 2) Cálculo 2, em que tenho usado principalmente o "Stewart 7a
<.>    edição" e as listas de exercícios do GMA, e me comprometo a seguir o
<.>    livro bem mais de perto do que fiz nesse semestre e a checar a minha
<.>    abordagem periodicamente com outras pessoas que já deram Cálculo 2...

<p>    Vou pedir relatos dos alunos no final desse semestre também.

<p>    Por enquanto é isso. Pelo menos o Fernando já estava a fim de assumir
<.>    pelo menos uma das turmas de GA, e isso reduz os danos um pouquinho.

<p>     [[]],
<b>       Eduardo...

<p>    [Quoted text hidden]

]==]



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--
bigstr_500_linhas = [==[
<p>    Oi Etel e Flávia!

<p>    Deixa eu perguntar uma coisa... nós podemos gravar a reunião de hoje?
<.>    Nas reuniões do pessoal da Matemática de 30/junho e de 7/julho/2022
<.>    aconteceram umas coisas super desagradáveis que acho que não teriam
<.>    acontecido se essas reuniões fossem gravadas, e que acho que só vão
<.>    ser resolvidas quando esse caso chegar a alguma instância em que tudo
<.>    seja gravado, em que eu receba algum registro por escrito dos
<.>    problemas nos meus cursos, e em que eu fique com algum registro por
<.>    escrito do que eu disse em minha defesa...

<p>    Não sei o quanto dessa história chegou até vocês. Deixa eu começar
<.>    contando a minha versão e explicando - na seção 2 - quais partes estão
<.>    bem documentadas e quais não.


<p>    1. Antes da reunião de 7/julho
<b>    ==============================
<b>    No final da reunião de 30/junho (quinta) falaram que haviam umas
<.>    reclamações contra os meus cursos de Cálculo 2 - principalmente que eu
<.>    não tinha cumprido a ementa toda e que muitos alunos tinham chegado
<.>    nos cursos seguintes - os cursos de Física, que dependem de certos
<.>    assuntos de Cálculo 2 - sem saberem certos tópicos básicos da ementa.
<.>    Várias pessoas tinham que sair, esse assunto parecia ser grande, a
<.>    gente combinou de fazer uma outra reunião na quinta seguinte, e eu
<.>    disse que eu faria uma apresentação no início da próxima reunião.
<.>    Quando eu fui pra casa eu comecei a organizar o material que virou
<.>    isso aqui,

<p>     http://angg.twu.net/2022-apresentacao-sobre-C2.html

<p>    e no dia seguinte, sexta, quando eu tava saindo da minha aula de de
<.>    manhã, eu encontrei o André e o Robson no saguão do IHS e convidei
<.>    eles pra reunião de 7/julho... eu expliquei por alto - mas não tenho
<.>    registro escrito do que aconteceu nessa conversa, e a minha memória é
<.>    ruim - o que seria a minha apresentação em 7/julho, e disse que seria
<.>    uma ótima oportunidade da gente discutir como lidar juntos com os
<.>    problemas dos alunos nesses últimos semestres. Eu já estava com várias
<.>    idéias, mas eu falei sobre elas super rápido, e disse que depois
<.>    mandaria um e-mail oficializando o convite e explicando as idéias
<.>    principais. Eles ficaram bem animados, e um pouco depois eu tive a
<.>    seguinte conversa com o Fábio pelo Whatsapp:

<p>     [1:43 pm, 01/07/2022] Eduardo Ochs: Oi Fábio! Posso comvidar os
<.>     físicos pra reunião da semana que vem?

<p>     [1:47 pm, 01/07/2022] Eduardo Ochs: Eu passei boa parte da noite de
<.>     ontem organizando e revendo o meu material de Cálculo 2 e Cálculo 3
<.>     desde o último semestre antes da pandemia pra preparar uma
<.>     apresentação sobre como eu dava C2 e C3 antes da pandemia e sobre o
<.>     que eu fui adaptando pra tentar lidar com as dificuldades dos alunos

<p>     [1:50 pm, 01/07/2022] Eduardo Ochs: E vi que seria ótimo se os
<.>     físicos participassem pelo menos da parte da reunião que vai ter a
<.>     apresentação...

<p>     [3:09 pm, 01/07/2022] Fabio Gonçalves: Oi Eduardo. Eu acho que sim.
<.>     Inclusive, eu posso formalizar o convite pelo André que é o chefe do
<.>     setor de física. Você concorda?

<p>     [3:35 pm, 01/07/2022] Eduardo Ochs: Sim! Ótimo!

<p>     [3:37 pm, 01/07/2022] Eduardo Ochs: Na verdade eu encontrei com ele
<.>     e o Robson no corredor mais cedo e já fiz um convite informal -
<.>     antes de perguntar pra você =( -, mas avisei que eu iria confirmar e
<.>     formalizar depois...

<p>    Aí eu passei boa parte do fim de semana organizando o material do link
<.>    acima e preparando uma espécie de script com links que eu usaria na
<.>    apresentação - os links serviriam pra, por exemplo, abrir os logs das
<.>    minhas aulas por Telegram no trecho correspondente a um determinado
<.>    dia, e aí mostrar quais eram as dificuldades endêmicas da turma que a
<.>    gente estava tentando resolver, e mostrar os pontos em que eu
<.>    explicava porque a prova teria um determinado foco...

<p>    Na quarta, 6/julho, véspera da reunião de 7/julho, às 12:50, eu mandei
<.>    o e-mail abaixo pro Robson e pro Fábio:

<p>     Subj: Apresentacao sobre Calculo 2 - convite pros fisicos

<p>     Oi André e Robson! Tudo bem?

<p>     Deixa eu oficializar o convite que eu fiz no corredor na semana
<.>     passada... amanhã - quinta, 7/julho, começando um pouco depois das
<.>     16:00, eu vou fazer uma apresentação sobre como eu tentei adaptar os
<.>     meus cursos de Cálculo 2 na pandemia e como eu tentei me virar com
<.>     as dificuldades dos alunos. Seria ótimo se pessoas da Física
<.>     aparecessem e participassem da discussão, mas eu vou gravar,
<.>     legendar e pôr no youtube, então quem não puder aparecer também vai
<.>     poder assistir depois...

<p>     Tem uma página com links aqui,

<p>      http://angg.twu.net/2022-apresentacao-sobre-C2.html

<p>     e o segundo parágrafo dela é:

<p>      Resumo muito resumido: em 2019.2 eu consegui cumprir quase todo o
<.>      programa/cronograma de Cálculo 2. Como os alunos tinham
<.>      dificuldade de trabalhar com variáveis a gente sempre começava com
<.>      um caso particular com números simples e depois passava pro caso
<.>      geral, que tinha "exatamente o mesmo formato" (veja a seção 2
<.>      daqui) que o caso particular. No final do curso os alunos faziam
<.>      uns exercícios em que eles tinham que aprender um método pra EDOs
<.>      sozinhos pelo livro do Trench, com a dica de que se eles
<.>      começassem por certos casos particulares que eu sugeria eles
<.>      conseguiriam entender o caso geral. Durante a pandemia eu tentei
<.>      cumprir o programa e o cronograma e ensinar os alunos as técnicas
<.>      pra eles estudarem sozinhos pelos livros, mas tudo ficou mais
<.>      difícil...

<p>     Vocês podem repassar este e-mail pro resto do pessoal da Física?
<b>     Obrigado!
<b>      [[]] =),
<b>        Eduardo Ochs
<b>        http://angg.twu.net/

<p>    Eu acabei mandando cópia disso pro grupo de Whatsapp do setor de
<.>    Matemática só às 10:22 do dia seguinte - ou seja, só algumas horas
<.>    antes da nossa reunião, que seria às 16:00. As reações do Reginaldo e
<.>    do Rômulo estão nos prints em anexo.

<p>    Então: eu estava achando que com todo esse trabalho que eu tinha feito
<.>    os problemas seriam resolvidos de forma super amigável... os colegas
<.>    veriam que eu estava sendo o mais transparente possível e que eu
<.>    estava tentando interagir o máximo possível(*) com pessoas que estavam
<.>    dando cursos parecidos com os meus, ou "anteriores", ou "seguintes"
<.>    aos meus cursos, que todos os problemas que eu estava tendo estavam
<.>    sendo documentados e compartilhados, e a gente terminaria o assunto
<.>    com um diálogo como:

<p>     "Eduardo, você pode fazer o possível pra garantir que os alunos
<.>     vejam os assuntos C, D e E nos seus cursos de Cálculo 2, e pra
<.>     garantir que os alunos que não sabem os assuntos A, B e C sejam
<.>     reprovados?"

<p>     "Siiiiiimmmmmm!!!"

<p>    ...e aí a gente combinaria modos de conversar mais por Telegram,
<.>    Whatsapp, ou e-mail, pra fazer ajustes nessas idéias e trocar
<.>    novidades e mais material.

<p>    (*) Nos slides que eu tinha preparado pra minha apresentação tinha até
<.>    uma historinha explicando porque é que eu quase só tenho interagido
<.>    com pessoas de outras universidades. Eu tenho um monte de amigos em
<.>    vários graus do espectro autista, e aí eu acabei lendo um monte de
<.>    coisas que eles compartilham e vendo que eu me identifico muito com
<.>    algumas coisas deles - principalmente a dificuldade de participar de
<.>    certos eventos sociais e fazer "cara de normal" neles. Mais
<.>    especificamente, durante alguns anos eu acreditei que se eu tentasse
<.>    participar de eventos sociais com colegas do PURO - vou chamar essas
<.>    coisas de "tomar cerveja com os colegas", mas tomem essa expressão no
<.>    sentido mais amplo possível - aí a gente acabaria conversando sobre
<.>    assuntos técnicos, questões didáticas, ferramentas de programação,
<.>    etc... bom, eu falhei miseravelmente - esses eventos me deixavam
<.>    exausto, as pessoas continuavam sempre me tratando como alguém
<.>    esquisito demais, e o ponto em que a gente poderia conversar sobre
<.>    assuntos técnicos nunca chegava. Aí eu desisti e comecei a interagir
<.>    muito mais com as pessoas que conversavam por chat e por e-mail muito
<.>    bem, e que compartilhavam publicamente todo o material dos seus cursos
<.>    que conseguiam... inclusive em 2021 eu fiz uma apresentação pra um
<.>    monte de um monte dessas "pessoas que conversavam por chat e por
<.>    e-mail muito bem", e foi muito bacana mas umas pessoas ficaram
<.>    putíssimas. Eu acabei legendando essa apresentação e pondo as legendas
<.>    aqui:

<p>     http://angg.twu.net/2021aulas-por-telegram.html#legendas

<p>    Daqui a pouco eu vou contar mais sobre essa apresentação e sobre as
<.>    pessoas que ficaram putíssimas. Eu só consegui fazer as legendas bem
<.>    depois da reunião de 7/julho.


<p>    2. A reunião de 7/julho
<b>    =======================
<b>    O Reginaldo e o Rômulo foram contra a apresentação que eu iria fazer
<.>    na reunião de 7/julho e contra qualquer espécie de gravação. Eu saí
<.>    BEEM abalado dessa reunião - já conto o que aconteceu durante ela -, e
<.>    depois dela só consegui 1) fazer uma versão muito ruim do que seria a
<.>    minha apresentação, mas só pro André, e 2) pedi pra conversar por chat
<.>    com um coautor meu - Fernando Lucatelli - que já passou por situações
<.>    parecidas com essa, e que agora está fazendo um pós-doc em Utrecht.
<.>    Essa conversa com o Fernando Lucatelli foi mais pra eu consegui
<.>    organizar alguma espécie de registro escrito do que aconteceu antes de
<.>    eu começar a esquecer tudo. Os registros dessa conversa são bem
<.>    parciais - no sentido de: não são nada neutros e têm tom de desabafo -
<.>    e foram feitos horas depois da reunião. As pessoas que estavam
<.>    presentes na reunião eram essas aqui:

<p>     1. Reginaldo
<b>     2. Rômulo
<b>     3. Fernando Náufel
<b>     4. Eduardo (eu)
<b>     5. Antônio
<b>     6. André
<b>     7. Fábio

<p>    Dá pra considerar que as pessoas 1, 2 e 3 estavam contra mim, a pessoa
<.>    4 (eu) estava a meu favor, e que as pessoas 5, 6 e 7 - Antônio, André
<.>    e Fábio - estavam neutras. Seria bom a gente verificar com as três
<.>    pessoas neutras se as coisas que eu vou dizer agora coincidem com as
<.>    lembranças que elas têm daquela reunião.

<p>    Então, se vocês relerem os prints do Whatsapp vocês vão ver que eu
<.>    quase não participei da reunião do setor de Matemática de 7/julho, e
<.>    porquê. Eu avisei pro André um pouco antes da reunião por e-mail que
<.>    eu não iria participar, expliquei a situação, disse que eu precisava
<.>    fazer a apresentação que eu já tinha preparado, e que eu gostaria de
<.>    fazer isso no horário que eu já tinha marcado com ele, que era o da
<.>    reunião... mas ele disse que já tinha sido convidado pelo Fábio pra
<.>    reunião do setor de Matemática e que não conseguiria fazer as duas
<.>    coisas ao mesmo tempo, e perguntou se eu podia fazer a apresentação
<.>    pra ele logo depois da reunião do setor de Matemática. Eu topei,
<.>    entrei no reunião do setor de Matemática no Meet, e ela começou.

<p>    O Reginaldo começou recitando uma lista longuíssima de reclamações que
<.>    tinham sido feitas contra mim desde que eu entrei no PURO _como se
<.>    todos aqueles problemas continuassem_. Eu disse que pelo que eu me
<.>    lembrava desde 2019 eu tinha conseguido resolver todos os problemas,
<.>    estava conseguindo cumprir as ementas e programas de Cálculo 2 e
<.>    Cálculo 3, e não tinha havido mais reclamações. Eu fui ignorado.

<p>    Aí ele começou a fazer uma apresentação sobre como era o meu curso de
<.>    Cálculo 2 usando um dos "PDFzões com todos os PDFzinhos do semestre" -
<.>    acho que um desses aqui,

<p>     http://angg.twu.net/LATEX/2021-1-C2-tudo.pdf
<b>     http://angg.twu.net/LATEX/2021-2-C2-tudo.pdf

<p>    e ficou mostrando um monte de coisas que "são um absurdo". Vou listar
<.>    algumas das que eu anotei: 1) "que eu uso uma operação que as pessoas
<.>    não usam em nenhum outro curso", 2) "que eu gasto um monte de aulas
<.>    pra falar de Somas de Riemann", que ele apresenta numa aula só, 3) que
<.>    eu gasto um monte de aulas falando de infs e sups, que são matéria de
<.>    um curso de Análise Matemática, não de um curso de Cálculo 2, 4) que
<.>    eu dei uma questão na prova em que cada fórmula tinha ou o nome de um
<.>    personagem de anime ou de uma palavra de uma certa música, 5) que eu
<.>    dei uma questão na prova que era sobre substituir parênteses de um
<.>    tipo por parênteses de outro, 6) que eu só dei um pouquinho de
<.>    Equações Diferenciais no final.

<p>    Eu até tentei responder mas vi que sempre me cortavam depois de uma
<.>    frase, e aí achei que era melhor responder tudo na apresentação que eu
<.>    tinha me programado pra fazer, gravar em vídeo, e legendar, pras
<.>    pessoas poderem ler as legendas em 5 minutos ao invés de precisarem
<.>    assitir o vídeo todo. Resumindo muitíssimo: o objetivo do meu curso de
<.>    Cálculo 2 - e que eu conseguia cumprir antes de pandemia - era que os
<.>    alunos se tornassem autônomos no sentido de não serem só consumidores
<.>    de fórmulas dos livros e aplicadores de fórmulas decoradas; eles
<.>    aprendiam a entender como os livros demonstravam certas fórmulas,
<.>    aprendiam a demonstrar as próprias fórmulas, e aprendiam a lidar com
<.>    os trechos dos livros em que a notação matemática era especialmente
<.>    pesada. Nos meus arquivos "tudo.pdf" tem explicações de porque a gente
<.>    ia trabalhar os assuntos 1, 2, e 3 acima; os assuntos 4 e 5 foram
<.>    muito discutidos nas aulas no Telegram e correspondiam a dificuldades
<.>    que os alunos precisavam muito superar pra resolver várias outras
<.>    questões importantes, e aí eu avisei "isso vai cair na prova", e o 6 é
<.>    totalmente falso - a gente viu como resolver equações diferenciais
<.>    complicadas por chutar e testar logo no início do curso, e a gente viu
<.>    que cada problema do tipo "resolva esta integral" corresponde a uma
<.>    equação diferencial simples. As técnicas pra resolver dois tipos de
<.>    equações diferenciais complicadas _rapidamente_ é que ficaram pro
<.>    finalzinho do curso.

<p>    O Reginaldo também ficou repetindo que eu sou incrivelmente arrogante,
<.>    pretensioso e sei lá mais o quê, e que eu "fico inventando material
<.>    meu ao invés de usar o livro". Eu fiquei bem pasmo com isso, porque 1)
<.>    ele assistiu a minha apresentação sobre aulas por Telegram de 2021, e
<.>    nela eu falava bastante sobre o que eu estava fazendo pra fazer os
<.>    alunos serem capazes de ler os livros-texto, e 2) no meu PDFzão com
<.>    todos os slides do semestre, que ele apresentou como sendo "absurdo",
<.>    tem um monte de trechos em que eu peço pros livros lerem trechos do
<.>    livros que nós estávamos usando e fazerem exercícios disso. O Rômulo
<.>    também ficou falando da minha arrogância aos berros, e o Fernando
<.>    Náufel também fez uma fala - essa eu descrevi mais fielmente que as
<.>    outras no meu chat com o Fernando Lucatelli, então vou contar ela aqui
<.>    - na qual ele dizia que naquela minha apresentação de 2011 sobre aulas
<.>    por Telegram eu agi "como se eu fosse superior aos meus colegas" e
<.>    "como se nenhum livro prestasse e eu estivesse salvando Rio das Ostras
<.>    preparando material meu"... ah, e que eu "convenci o Carlos Tomei" (o
<.>    organizador) "com a minha lábia".

<p>    Bom, eu não fazia a menor idéia de que alguém pudesse ter interpretado
<.>    essa minha apresentação de 2021 desse jeito, e isso foi uma das
<.>    motivações pra eu legendar essa apresentação. De novo, o link pras
<.>    legendas está aqui:

<p>     http://angg.twu.net/2021aulas-por-telegram.html#legendas

<p>    e aos poucos eu vou dar um jeito de mais pessoas "neutras" lerem
<.>    essas legendas.

<p>    Deixa eu contar outras coisas que me deixaram pasmo e chocado e
<.>    paralisado nessa reunião, e que ficaram me voltando à cabeça muito em
<.>    flashbacks nas semanas seguintes...

<p>     1. O Reginaldo disse que era contra eu fazer a minha apresentação
<.>       "porque se eu apresentasse eu ia falar só do que deu certo nos
<.>       meus cursos",

<p>     2. O Reginaldo disse que "não temos como saber o que acontecia nas
<.>       aulas do Eduardo",

<p>     3. O Reginaldo disse que eu até hoje só causo problemas e não tenho
<.>       a menor consideração pelos colegas, e que ele se lembra de quando
<.>       a Ana Isabel teve que me defender bastante numa reunião do ICT
<.>       pra eu ser aprovado no Estágio Probatório... que ele lamenta isso
<.>       muitíssimo, e que eu deveria ser demitido;

<p>     4. O Reginaldo e o Rômulo disseram que o departamento tinha que
<.>       criar uma comissão pra me obrigar a cumprir a ementa, o programa
<.>       e as regras. Essa comissão acabou sendo formada - de forma
<.>       preliminar; o Fábio disse que aquela reunião não tinha poder pra
<.>       isso, e a comissão ainda teria que ser aprovada numa reunião do
<.>       departamento - com os membros sendo o Reginaldo, o Rômulo e o
<.>      Antônio. Teve um momento em que eu disse "aí vocês vão me mostrar
<.>      como vocês estão resolvendo certos problemas didáticos?" e o
<.>      Rômulo berrou "VOCÊ ESTÁ TENTANDO DESVIAR O ASSUNTO DE NOVO! EU
<.>      NÃO VOU MOSTRAR NADA!!!!!!"

<p>    Deixa eu fazer uns comentários meio desorganizados sobre os itens
<.>    acima. Na apresentação de 2021 eu falei a beça sobre coisas que eu
<.>    tinha tentado fazer nos meus cursos e tinham dado errado, e disse que
<.>    os logs de todas as minhas aulas por Telegram estavam disponíveis pra
<.>    todo mundo que quisesse dar uma olhada neles... e isso acabou servindo
<.>    pra quebrar o gelo com várias pessoas de outras universidades - elas
<.>    ficaram muito mais à vontade pra conversar comigo sobre coisas que
<.>    elas tinham tentado fazer nos cursos delas e que também tinham dado
<.>    errado. Ok, no dia dessa apresentação do Reginaldo as legendas da
<.>    minha apresentação de 2021 ainda não estavam disponíveis e ninguém
<.>    iria se dar ao trabalho de assistir de novo uma gravação de uma
<.>    apresentação de 30 minutos pra checar detalhes, mas na mensagem que eu
<.>    mandei pros físicos em 6/julho e pro Setor de Matemática na manhã de
<.>    7/julho tinha o link pra essa página aqui,

<p>     http://angg.twu.net/2022-apresentacao-sobre-C2.html

<p>    que já tinha um trecho que começava com este parágrafo:

<p>     Durante a pandemia a gente não usou o quadro, e portanto não tem
<.>     links pras fotos dos quadros... mas tem algo INFINITAMENTE mais
<.>     legal: os logs de todas as aulas por Telegram!!! Eu combinei com os
<.>     alunos que eu compartilharia esses logs com quem pedisse mas que eu
<.>     não deixaria eles em nenhum lugar de fácil acesso, então se alguém
<.>     quiser baixar eles é só falar comigo que eu ponho o .zip aqui

<p>      http://angg.twu.net/tmp/logs-do-telegram-pdfizados.zip

<p>     durante uma ou duas horas e tiro logo depois.

<p>    Ou seja, a situação era exatamente o contrário de "não temos como
<.>    saber o que acontecia nas aulas do Eduardo"... os logs PDFizados com a
<.>    íntegra de tudo que aconteceu nas minhas aulas da pandemia estava
<.>    disponível, e eu convidava as pessoas a darem uma olhada neles - e
<.>    isso valia mesmo pras pessoas que não tivessem grandes motivos pra
<.>    conversar comigo depois. Eu comentei na reunião que isso estava
<.>    disponível, e acho que fui ignorado de novo.


<p>    3. Depois da reunião de 7/julho
<b>    ===============================
<b>    Depois dessa reunião eu conversei várias vezes com um amigo meu de
<.>    adolescência que acabou virando professor de Teatro na UFAC, no Acre.
<.>    Ele entende bastante dos regulamentos da UFAC e ele deu uma olhada nos
<.>    regulamentos (regimento?) da UFF. Entre mil outras coisas ele me disse
<.>    essas daqui: esses caras vão ter que definir qual é o escopo (obs:
<.>    agora vou reconstruir de memória e vou errar um monte de palavras!)
<.>    dessa comissão, e eles não vão conseguir fazer isso de um jeito que
<.>    encaixe no regulamento/regimento. Além disso essa comissão deveria ser
<.>    formada por pessoas isentas e deveria ser pra te ajudar - o Reginaldo
<.>    e o Rômulo não são nada isentos e eles são contra te ajudar, eles só
<.>    querem te punir.

<p>    Eu ainda não conversei sobre essa história com o cara que é meu
<.>    advogado de verdade, mas eu tenho um pouco de noção de como um
<.>    processo por assédio moral funciona. Eu ainda estou muito longe de ter
<.>    material suficiente pra abrir um processo por assédio moral contra o
<.>    Reginaldo e o Rômulo, mas pelo grau de ódio dos dois essa história não
<.>    vai parar tão cedo, e eu vou ter que ficar juntando material que possa
<.>    servir pra um processo contra eles no futuro mas que também possa ser
<.>    usado mais cedo em instâncias mais baixas. Outra coisa: eu até agora
<.>    não sei absolutamente nada sobre a posição de outros professores sobre
<.>    essa história... o único feedback que eu tive até agora foi quando eu
<.>    mandei um e-mail pro Fábio em 18/julho de manhã perguntando isso aqui,

<p>     Oi Fábio! Tudo bem?

<p>     Posso te pedir um favor? Você pode conferir se houve alguma reclamação
<.>     contra mim nos dois semestres de 2019 - em que eu só dei Cálculo 2,
<.>     Cálculo 3 e uma optativa - e qual foi, ou qual foram? A lembrança que
<.>     eu tenho é que nesses semestres eu consegui cobrir quase tudo das
<.>     ementas e dos programas...

<p>      Obrigado!
<b>       [[]], Eduardo

<p>    e ele respondeu isto de tarde:

<p>     Olá Eduardo.

<p>     Estou bem. Espero que você também esteja bem.

<p>     No setor de matemática, não há registro de reclamação nos dois
<.>     semestres de 2019. Você pode consultar a Bel, salvo engano, que era
<.>     a chefe do RCN neste período.

<p>      Abraço,
<b>       Fábio

<p>    Eu respondi isto,

<p>     Opa, obrigado, Fábio!
<b>     Vou confirmar com ela depois!
<b>      [[]], Eduardo

<p>    e repassei a pergunta pra Bel, mas ela não respondeu...

<p>    Será que eu devo fazer mil interpretações sobre o que é que o "Espero
<.>    que você também esteja bem" do Fábio quer dizer?

<p>    Bom, eu fiquei imaginando que os professores que souberam um pouquinho
<.>    sobre essas história devem estar cheios de dedos... por um lado temos
<.>    acusações seríssimas do Reginaldo e do Rômulo - com um pouco de apoio
<.>    do Fernando Náufel - de que eu sou um irresponsável incorrigível que
<.>    só causa problemas, e por outro lado o Reginaldo e o Rômulo cometeram
<.>    certos deslizes que talvez peguem mal... e ninguém tem intimidade
<.>    suficiente comigo pra falar nada, e eu também não sinto que tenho
<.>    intimidade suficiente com ninguém pra perguntar nada, e aí acabo
<.>    achando que vou ter que me defender sozinho... e eu fiquei bem mal com
<.>    essa história.



<p>    4. Matérias com índice de reprovação alto
<b>    =========================================
<b>    Nas minhas turmas de Cálculo 2 eu estou tendo que lidar com um monte
<.>    de alunos que não só não sabem coisas básicas de Cálculo 1 que estão
<.>    _explicitamente na ementa de Cálculo 1_ como também não sabem uma
<.>    coisa super básica que não está explicitamente nem na ementa de
<.>    Cálculo 1, nem na de Geometria Analítica, nem na dos cursos de
<.>    Pré-Cálculo e Cálculo 0 que eu vi por aí... e que todos os amigos
<.>    matemáticos com as quais eu conversei disseram: "nossa, eu nunca vi
<.>    nenhum livro que explicasse isso explicitamente... acho que todo mundo
<.>    que eu conheço aprendeu isso estudando sozinho centenas de horas e aí
<.>    descobrindo, por tentativa e erro, como essa operação tem que
<.>    funcionar..."

<p>    Vou tentar dar uma descrição pouco técnica do que é essa operação
<.>    básica que os alunos deveriam saber e a maioria não sabe. Digamos que
<.>    um livro diz:

<p>     A Regra da Cadeia nos diz como calcular derivadas de funções
<.>     compostas. Para quaisquer funções f e g deriváveis temos:

<p>      d/dx f(g(x)) = f'(g(x)) * g'(x)

<p>    Os alunos - quase todos eles - não sabem como pegar essa fórmula geral
<.>    e aplicar ela a casos particulares, e na hora de obter casos
<.>    particulares de qualquer fórmula geral eles se enrolam MUITO.

<p>    Essa operação de obter casos particulares é uma ferramenta básica pra
<.>    tudo, e se eu simplesmente disser pros alunos "isso é matéria de
<.>    Pré-Cálculo, virem-se" a turma vai avançar muito pouco. Desde o início
<.>    da pandemia pra cá Cálculo 2 virou uma das "Matérias com índice de
<.>    reprovação alto"(*), como Cálculo 1 e Geometria Analítica, em que a
<.>    gente tem que dar material pra alunos de vários níveis ao mesmo tempo
<.>    - a gente tem que dar exercícios que sirvam tanto pros alunos que
<.>    provavelmente vão ser aprovados - e que provavelmente vão fazer o
<.>    exercício completo - quanto pros alunos que estão mais atrasados, e
<.>    que só vão fazer o início desses exercícios nesse semestre, e que
<.>    provavelmente vão fazer Cálculo 2 de novo depois, mas que eu preciso
<.>    dar um jeito pra que eles aprendam o máximo possível neste semestre.

<p>    (*) Mas durante a pandemia eu não consegui reprovar muita gente.




<p>    O pessoal da Matemática teve três reuniões - que não foram gravadas,
<.>    nem tiveram ata, nem nada - em 2020 e 2021 pra conversar sobre como
<.>    cada um estava lidando com os cursos na pandemia, e nessas reuniões a
<.>    única pessoa que falou sobre um método de impedir cola que parecia
<.>    estar funcionando muito bem foi o Fábio, que contou de um jeito de
<.>    gerar questões de prova diferentes pra cada aluno e usar o computador
<.>    pra conferir e corrigir as respostas... todas as outras pessoas
<.>    estavam estavam desesperadas enfrentando epidemias de cola sem
<.>    conseguir controlá-las.

<p>    Eu ficava imaginando que o ideal seria que as pessoas pudessem
<.>    conversar sobre esses problemas e tentar resolvê-los juntas... por
<.>    exemplo, quase todo mundo está recebendo alunos que não sabem assuntos
<.>    que são pré-requisitos pra nossas matérias, e seria ótimo se a gente
<.>    conseguisse compartilhar material dos nossos cursos e conversar sobre
<.>    métodos de avaliação, critérios de correção, e sobre o que priorizar
<.>    no programa de cada curso... mas ao invés disso os nossos colegas mais
<.>    vocais são o Reginaldo e o Rômulo, que não compartilham nada dos seus
<.>    cursos e que acham que a prioridade é punir o coleguinha que
<.>    compartilha material demais.

<p>     [[]],
<b>       Eduardo Ochs...
]==]


-- «bigstr_500_linhas_fabio»  (to ".bigstr_500_linhas_fabio")
--
bigstr_500_linhas_fabio = [==[
<p>    Olá Ochs.

<p>    Tudo bem.

<p>    Realmente é uma mensagem longa. Farei poucos comentários e pontuais. Mas quero conversar contigo
<.>    pessoalmente. Tenho disponibilidade na terça-feira após às 16h e na quarta-feira, após às 14h. Tenho ficado no
<.>    LEACC.

<p>    1) A mensagem que você enviou no dia 07/julho às 12h50, deve ter sido para André e Robson pois os dois físicos
<.>    são citados no relato sobre a mensagem. Por engano, você afirma que enviou para mim. Não recebi.

<p>    2) Sobre a reunião do dia 07/julho:

<p>    2.1) Você afirma que Reginaldo e Romulo foram contra a apresentação que você havia preparado e que duraria 30
<.>    minutos. Eu havia combinado que a reunião seria iniciada com essa apresentação. Mas, enquanto eu estava em
<.>    sala de aula, das 9h às 13h30 neste dia, ocorreram as trocas de mensagens no grupo do Setor de Matemática no
<.>    WhatsApp. Só pude lê-las quando cheguei em casa, minutos antes da reunião. Nessas mensagens, Você solicitou
<.>    que a reunião fosse gravada, ou parcialmente gravada, para colocar a gravação no YouTube. Reginaldo e Romulo se
<.>    posicionaram, antecipadamente, contra a gravação. Mas isso somente seria decidido em votação durante a reunião.
<.>    Reginaldo questionou o tempo de 30 min para a apresentação e sugeriu 15 min. Romulo opinou que 15 min poderia
<.>    ser pouco tempo. Às 13h23, Você comunicou no grupo do WhatsApp que não iria participar da reunião porque tinha
<.>    um compromisso e não estava preparado. Eu entrei na reunião no Google Meet às 16h03. Você somente entrou às
<.>    16h20. Dei a oportunidade para você fazer a apresentação, mas confirmou que não estava preparado. Quanto ao
<.>    pedido de gravação, eu coloquei em votação e a maioria foi contra.

<p>    2.2) Discordo totalmente quando você afirma que não teve oportunidade de se defender.

<p>    2.3) Me lembro que Reginaldo falou que você era o professor do nosso departamento que mais disponibiliza material
<.>    didático. Acredito que todos os demais professores do setor de matemática concordam com essa afirmação.
<.>    Inclusive, foi possível analisar o material que você utilizou no Cálculo II e III antes da reunião. Por isso, me parece
<.>    contraditória a afirmação que o Reginaldo disse que "não temos como saber o que acontecia nas aulas do Eduardo".
<.>    Não recordo esta fala.

<p>    2.4) De fato, Reginaldo e Romulo sugeriram a criação da comissão para acompanhar seus trabalhos no próximo
<.>    período. A proposta foi colocada em votação e aprovada pela maioria. Essa decisão foi sugerida dentro do Setor de
<.>    Matemática para auxiliar a chefia nas suas atribuições regimentais. Os setores criados na gestão da Bel tem por
<.>    objetivo dar apoio à chefia dada a multidisciplinaridade do nosso departamento. O objetivo da comissão não é puni-
<.>    lo.

<p>    Abraço.
]==]



bigstr_500_linhas_outros = [==[
<p>    Oi Fábio! Tudo bem?

<p>    Eu me toquei de que talvez você não tenha recebido cópia disto aqui e
<.>    nem saiba que isto existe... e isto provavelmente vai ser mencionado
<.>    algumas vezes em algumas reuniões nos próximos meses ou anos. Lá vai -
<.>    "para conhecimento", "for the sake of completeness", etc...

<p>    Abraços,
<b>      Eduardo Ochs


<p>    Oi Fábio! Obrigado pela resposta! Se você quiser conversar com chat eu
<.>    topo sim, mas acho que conversas sem registro por escrito - que não
<.>    possam ser relidas depois - vão atrapalhar muito mais do que ajudar...
<.>    Eu posso nas terças e não posso nas quartas.

<p>     Abraços,
<b>      Eduardo


<p>    Oops, era "por" chat, nao "com" chat =/
<b>     [[]], E.
]==]


-- «bigstr_2025_RGN»  (to ".bigstr_2025_RGN")
-- (find-TH "2025-oficio-RGN")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
= Blocks.from(bigstr_2025_RGN)

--]]
bigstr_2025_RGN = [==[
<p> OFÍCIO Nº 15/2024/RGN/ICT/UFF
<b> Rio das Ostras, 21 de agosto de 2024.

<p> Ao senhor
<b> Chefe do Departamento de Ciências da Natureza (RCN)
<b> Assunto: solicitação de tomada de providências

<p>                        Prezado,

<p>          Através do presente ofício, solicitamos a tomada de
<.> providências em face das informações apresentadas pelos alunos da
<.> disciplina RCN00066 Cálculo II-A em relação a conduta do Prof. Eduardo
<.> Ochs. Em anexo, segue um documento elaborado pelo Centro Acadêmico que
<.> foi apresentado na reunião de Colegiado de Curso no dia 01 de agosto
<.> de 2024 que contém os relatos dos alunos da disciplina e um histórico
<.> dessas reclamações ao longo dos últimos anos.

<p>        Em reunião da Coordenação do Curso com os alunos da disciplina,
<.> ficaram evidentes as seguintes questões:

<p>         1) Atraso constante para as aulas. Ressalte-se que isso já se
<.>            trata de fato tão comum que os alunos reportaram a
<.>            existência de uma prática do docente de avisá-los, via
<.>            aplicativo de mensagem, o horário de início de cada aula;

<p>         2) Solicitação do docente aos alunos da assinatura de um Termo
<.>            de Ciência e Compromisso sobre a condução da disciplina no
<.>            semestre (documento não previsto no regulamento dos cursos
<.>            de graduação da UFF e que desestimula qualquer reclamação
<.>            posterior quanto à metodologia adotada);

<p>        3) Aplicação de avaliações fora do horário da disciplina
<.>           (prática proibida pelo regulamento dos cursos de graduação
<.>           da UFF), realizadas obrigatoriamente pelos alunos no
<.>           computador pessoal do professor, utilizando o programa
<.>           Maxima. Destacamos que no Plano da Disciplina no PPC do
<.>           curso, a disciplina RCN00066 Cálculo II-A tem carga horária
<.>           100% teórica e o uso de ferramentas computacionais não está
<.>           incluso na ementa e no conteúdo programático;

<p>        4) Metodologia de ensino baseada em repetição ("Integre como um
<.>           macaco") e tentativa e erro, sem desenvolvimento de
<.>           pensamento crítico. Essa abordagem vai de encontro ao perfil
<.>           profissional do egresso em Engenharia de Produção da UFF,
<.>           que tem como principais características:

<p>           I - ter visão holística e humanista, ser crítico, reflexivo,
<.>           criativo, cooperativo e ético e com forte formação técnica;

<p>           II - estar apto a pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar
<.>           novas tecnologias, com atuação inovadora e empreendedora;

<p>           III - ser capaz de reconhecer as necessidades dos usuários,
<.>           formular, analisar e resolver, de forma criativa, os
<.>           problemas de Engenharia;

<p>           IV - adotar perspectivas multidisciplinares e
<.>           transdisciplinares em sua prática;

<p>           V - considerar os aspectos globais, políticos, econômicos,
<.>           sociais, ambientais, culturais e de segurança e saúde no
<.>           trabalho;

<p>        5) Dificuldade de diálogo com o professor, principalmente para
<.>           sanar dúvidas.

<p>          Destacamos que tais práticas prejudicam consideravelmente o
<.> desempenho acadêmico dos alunos, desviam das diretrizes estabelecidas
<.> no PPC e ainda estabelecem um ambiente de incerteza e instabilidade
<.> para o aprendizado. Ainda, cumpre ressaltar que tratam-se de práticas
<.> proibidas pelo estatuto dos servidores públicos federais e de atitudes
<.> de não cumprimento de alguns dos principais deveres previstos pelo
<.> código de ética profissional do servidor público federal.

<p>         Diante do exposto, solicitamos ao departamento apurar a
<.> veracidade dos fatos relatados e tomar as providências necessárias.

<p>           Atenciosamente,
<.>             etc etc
]==]




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-- (code-pdf-page  "oficio2023" "~/PAD/2023-feb-09_oficio_nao_alocacao.pdf")
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--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
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--]]
bigstr_2023_oficioRGN = [==[
<p> OFÍCIO Nº 03/2023/RGN/ICT/UFF
<b> Rio das Ostras, 09 de fevereiro de 2023.

<p> À senhora
<b> Chefe do Departamento de Ciências da Natureza (RCN)
<b> Instituto de Humanidades e Saúde (IHS)
<b> Rua Recife, Lotes 1-7 - Jardim Bela Vista, Rio das Ostras
<b> Assunto: solicitação

<p>                        Prezada,

<p>                 Através do presente, consoante decisão de Colegiado de
<.> curso realizada na data de hoje, solicitamos a não alocação do docente
<.> EDUARDO NAHUM OCHS em disciplinas obrigatórias do curso de engenharia
<.> de produção, tendo em vista as queixas dos alunos em 2022.1 e 2022.2,
<.> que evidenciam a continuidade de práticas pedagógicas prejudiciais aos
<.> alunos e ao próprio curso.

<p>                 O Colegiado de curso também solicita outras propostas
<.> viáveis ao setor da matemática a fim de cessar os prejuízos aos alunos
<.> ainda neste primeiro semestre de 2023, caso a solicitação não possa
<.> ser atendida.



<p>                  Atenciosamente,
<b>                  MATEUS CARVALHO AMARAL

<p> Coordenador do curso de Engenharia de Produção de Rio das Ostras

]==]



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-- (find-TH "2025-oficio-da-EP")
-- (code-pdf-page  "oficiodaep" "~/PAD/2025-feb-28_oficio_da_EP.pdf")
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-- (find-oficiodaeptext)
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
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= Blocks.from(bigstr_2025_oficiodaEP)

--]]
bigstr_2025_oficiodaEP = [==[
<p>  From: Eduardo
<b>  To: RCN-UFF
<b>  Date: 28 February 2025 at 13:24

<p>    Oi Fábio e todos,

<p>    Fábio, na reunião de janeiro você mencionou um ofício da Engenharia de
<.>    Produção... alguns dos trechos sobre ele são esses daqui:

<p>     1:13:04 - [Fábio] Eu tou com o ofício
<b>     1:13:06 da Engenharia de Produção para responder.

<p>     1:15:10 - [Eduardo] Não, eu levantei a mão de novo.
<b>     1:15:12 É só para dizer que
<b>     1:15:14 eu tenho tudo isso documentado maniacamente.
<b>     1:15:16 Se eu puder ajudar
<b>     1:15:18 a responder esse ofício da engenharia...

<p>     1:28:44 - [Fábio] falar de umas ações que eu
<b>     1:28:46 me comprometi com a coordenação
<b>     1:28:48 de curso.
<b>     1:28:50 Falei: olha, vou dar um jeito de
<b>     1:28:52 dar opção às
<b>     1:28:54 turmas do Eduardo. Pra que não
<b>     1:28:56 seja somente a turma dele. Entendeu?
<b>     1:28:58 Isso já é um esforço.
<b>     1:29:00 O que a gente faz?
<b>     1:29:02 Minha turma, por exemplo, de Cálculo Numérico.
<b>     1:29:04 Era pra ter duas turmas.
<b>     1:29:06 O que que a gente faz? Junta numa só
<b>     1:29:08 pra poder pegar uma outra
<b>     1:29:10 disciplina pro outro colega poder abrir...
<b>     1:29:12 poder pegar outra turma para
<b>     1:29:14 dar opção à dele.
<b>     1:29:16 Isso é um esforço coletivo.
<b>     1:29:20 Mas é algo que está no meu
<b>     1:29:22 alcance hoje como chefe.
<b>     1:29:24 Pensar numa maneira
<b>     1:29:26 de dar alternativa às turmas
<b>     1:29:28 que estão com o Eduardo.

<p>    Tem como você mandar ele aqui pro grupo do Departamento?

<p>    Obrigado!
<b>     [[]], Eduardo


<p>  From: Fabio
<b>  To: Eduardo
<b>  Cc: RCN-UFF
<b>  Date: 28 February 2025 at 14:24

<p>    Eduardo e demais colegas,

<p>    Não vou compartilhar o referido ofício aqui no grupo do RCN.

<p>    Eduardo, estou preparando um documento que será enviado somente pra você, onde você poderá prestar
<.>    esclarecimentos e fazer sua defesa, por escrito.

<p>    Aproveito a oportunidade para informar a todos que as gravações das reuniões ordinárias ou extraordinárias do RCN
<.>    não serão mais compartilhadas. Mantendo o propósito, as gravações são submetidas à aprovação para auxiliar na
<.>    elaboração das minutas das atas. Consultas podem ser feitas nas atas que são aprovadas em plenárias
<.>    departamentais.

<p>    Atenciosamente,
<b>      Fábio


<p>  From: Eduardo
<b>  To: Fabio
<b>  Cc: RCN-UFF
<b>  Date: 4 April 2025 at 07:36

<p>    Oi Fábio,

<p>    você pode repensar a sua posição sobre isto, por favor?

<p>    > Não vou compartilhar o referido ofício aqui no grupo do RCN.

<p>    Na reunião de 27/março o Walter disse que eu preciso consertar a minha
<.>    relação com os alunos e com as coordenações de curso, mas eu não faço
<.>    a menor idéia de quais são os problemas que eu tive com os alunos e
<.>    com as coordenações depois de 2022.2... e se eu tiver acesso a esse
<.>    ofício e os anexos dele acho que eu vou conseguir descobrir.

<p>    Eu _imagino_ que esse ofício da EP seja uma cópia do de 09/fev/2023,
<.>    que foi respondido por mim aqui,

<p>     https://anggtwu.net/2023-caepro.html
<b>     https://anggtwu.net/2023-caepro-o-que-sobra.html

<p>    mas que até onde eu sei nunca foi respondido pelo RCN... e eu gostaria
<.>    de conferir, e de resolver tudo.

<p>     Grato, [[]],
<b>      Eduardo



<p>  From: Fabio
<b>  To: Eduardo
<b>  Date: 5 April 2025 at 18:03

<p>    Olá Eduardo.

<p>    Seguem em anexo:

<p>           1. Ofício RGN 15/2024.
<b>           2. Reclamação dos Discentes - Eduardo Ochs 2024-1.

<p>    Att,
<b>      Fábio

<p>     2 attachments
<b>     Ofício RGN 15-2024 (solicitação de tomada de providências).pdf (194K)
<b>     Reclamação dos Discentes - Eduardo Ochs 2024-1.pdf (885K)


<p>  From: Eduardo
<b>  To: Fabio
<b>  Date: 5 April 2025 at 22:28

<p>  Obrigado!
<b>  Tou preparando a resposta!
<b>     [[]],
<b>       Eduardo

]==]



-- «bigstr_2022_atribuicoes»  (to ".bigstr_2022_atribuicoes")
-- (ajua "2022-emails-cong")
-- (find-pdf-text8 "~/LATEX/2022-comissao/2022-aug-26_ida_para_congresso.pdf" "como atribuição")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
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--]]
bigstr_2022_atribuicoes = [==[
<p> From: Eduardo
<b> Date: 30/ago/2022 at 15:26

<p>    Oi Reginaldo, Rômulo e Antônio,

<p>    Vocês podem me ajudar a pôr os meus planos de curso no formato certo
<.>    (pré-pandemia)? Os PDFs em anexo têm todas as informações não-triviais
<.>    sobre os meus cursos, mas os planos de curso que eu encontrei tinham
<.>    cada um uma organização ligeiramente diferente... por favor me digam o
<.>    que ainda precisa ser mudado.

<p>     Grato,
<b>      Eduardo


<p> From: Reginaldo
<b> Date: 30/ago/2022 at 15:26

<p>    Prezado Prof. Eduardo,

<p>    Esta comissão tem como atribuição o acompanhamento das disciplinas
<.>    de Cálculo 2 e 3 deste semestre, com o objetivo de tentar
<.>    assegurar o cumprimento das normas da universidade que não têm
<.>    sido cumpridas nos últimos semestres, a saber:

<p>    1. Cobrir o conteúdo programático da disciplina.
<b>    2. Respeitar os prazos das avaliações, notas e vistas
<b>    3. Aplicar as avaliações de 2a chamada e VS.

<p>    Não é atribuição desta comissão o assessoramento do professor em
<.>    procedimentos administrativos padrões da carreira de magistério.
<.>    Esta comissão entende que um professor com 12 anos de magistério
<.>    na UFF possui experiência acumulada para elaborar corretamente o
<.>    planejamento semestral de aulas. Nesse contexto, o professor
<.>    Eduardo deve empenhar-se em corrigir os graves erros cometidos e
<.>    que geram prejuízos para os estudantes e para seus colegas de
<.>    departamento.

<p>    Cordialmente,

<p>                           Reginaldo Demarque, D.Sc.
<b>                           Departamento de Ciências da Natureza
<b>                           Instituto de Humanidades e Saúde


<p> From: Etel
<b> Date: 31 August 2022 at 22:28

<p>     Atesto meu total apoio às palavras do Reginaldo. Obg,
<b>     Etel Gimba
<b>     [Quoted text hidden]

]==]



-- «bigstr_2025_luckesi»  (to ".bigstr_2025_luckesi")
-- (ajua    "2025-luckesi")
-- (find-TH "2025-luckesi")
-- (find-htmlize-email-links "2025-luckesi")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
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= Blocks.from(bigstr_2025_luckesi)

--]]
bigstr_2025_luckesi = [==[
<p>  From: Eduardo Ochs
<b>  Date: 26 June 2025 at 19:07
<b>  To: RCN-UFF

<p>    Oi Bel,

<p>    eu não tou conseguindo baixar o livro que você recomendou, que é esse
<.>    aqui,

<p>     Avaliação da Aprendizagem - Componente do ato pedagógico,
<.>     de Cipriano Carlos Luckesi

<p>    dos lugares usuais, como a Libgen... tem como você me mandar ele por
<.>    e-mail? Pode ser aqui pelo grupo ou pode ser em privado...

<p>     Gratíssimo,
<b>      Eduardo


<p>  From: Eduardo Ochs
<b>  Date: 27 June 2025 at 18:10
<b>  To: RCN-UFF

<p>    Oi Bel,

<p>    eu consegui baixar o Luckesi da Libgen e li ele bem superficialmente.
<.>    Nessa leitura superficial eu não encontrei nada que tivesse a ver com
<.>    os problemas que eu tenho tido meus cursos... por exemplo, imagina que
<.>    numa prova eu peço pros alunos calcularem d/dx sen(42x), e uma pessoa
<.>    resolve isso deste jeito:

<p>     Queremos encontrar a derivada de f(x)=sen(42x). Para tal vamos
<.>     usar a regra da cadeia. Aplicando o método chegamos ao resultado,
<.>     que é f'(x)=cos(42x).

<p>    Eu levei anos pra encontrar bons critérios de correção pra esse tipo
<.>    de resposta.

<p>    Você pode me recomendar alguns capítulos do Luckesi que você acha que
<.>    vão ser úteis pra mim?

<p>     Grato,
<b>      Eduardo...

]==]




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* (eepitch-kill)
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--]]
bigstr_2025_walter_livro_nenhum = [==[
<p>  From: Eduardo Ochs
<b>  Date: 29 June 2025 at 05:25
<b>  To: RCN-UFF

<p>    Oi Walter, mas com cópia para todos...

<p>    Walter, na última reunião - em 26/jun/2025 - você disse isso aqui:

<p>     Ninguém pode dar uma disciplina que não existe em livro nenhum. Que
<.>     que é isso, gente, que nível de desconhecimento da Ciência, de
<.>     negação da Ciência, a gente tem... como é que alguém pode dar uma
<.>     matéria que não aparece em livro nenhum? É o quê? Um novo gênio da
<.>     humanidade, que tá acima de tudo que existe em qualquer livro? Então
<.>     ele tá criando uma nova teoria que todos têm que aceitar e que não
<.>     aparece em livro nenhum? Qualquer aluno tem que ter o direito de
<.>     pegar qualquer matéria em algum livro. Não existe uma matéria que
<.>     não existe em livro nenhum. Se existe isso não é Ciência. Tem que
<.>     ter algum artigo, tem que ter algum livro, tem que ter alguma coisa
<.>     que isso exista. Então... é, essa são as coisas assim muito, muito
<.>     óbvias para mim que estão por trás disso.

<p>    Não é assim que as coisas funcionam em Matemática. Em Matemática a
<.>    gente faz definições o tempo todo, e as definições que a gente faz
<.>    "não existem em livro nenhum". No colégio a gente fica com a impressão
<.>    de que só gênios podem fazer definições matemáticas, como se cada
<.>    definição nova fosse "uma nova teoria que todos têm que aceitar e que
<.>    [antes de ser feita] não aparec[ia] em livro nenhum", mas na
<.>    universidade os alunos dos cursos de exatas acabam tendo que aprender
<.>    a fazer as próprias definições _em algum momento_... e eu resolvi que
<.>    "aprender a fazer as próprias definições" seria parte do conteúdo dos
<.>    meus cursos de Cálculo 2, apesar de que isso não é um item que esteja
<.>    explícito no programa da disciplina.

<p>    A gente começa a ver isso na primeira aula do curso de Cálculo 2:

<p>     http://anggtwu.net/LATEX/2025-1-C2-intro.pdf#page=8

<p>    Os alunos chegam na universidade morrendo de medo de fazer definições
<.>    porque eles acham que você só pode definir coisas _que resolvem
<.>    problemas muito importantes_. Mas a ordem didática é outra...

<p>     1) primeiro eles aprendem a pegar um gráfico que eles fizeram, e que
<.>       eles estão chamando de "a função", e dar um nome pra ele - por
<.>       exemplo, escrevendo "f(x) =" à esquerda no gráfico,

<p>     2) depois eles aprendem que uma função pode ter qualquer nome,
<.>       inclusive nomes ruins como "batata", "repolho", "cachorro",
<.>       "Drácula" e "Deus", e que eu não vou cobrar que eles aprendam a
<.>       usar só nomes "bons", como "f(x)",

<p>     3) depois eles aprendem a fazer definições "com a sintaxe certa" e
<.>       eles descobrem que isso é exatamente uma coisa que eles viram em
<.>       Prog 1,

<p>     4) depois eles vêem certos modos básicos de testar as definições
<.>       deles,

<p>     5) e só depois disso eles começam a ter uma noção do que é "a
<.>       definição que resolve o problema" - e eles entendem que não dava
<.>       pra começar direto por esse item 5,

<p>     6) depois eu mostro pra eles como definir "operações novas" e
<.>       "representações gráficas novas". Em Cálculo 2 aprender como
<.>       definir _as suas próprias_ "operações novas" e "representações
<.>       gráficas novas" é opcional, mas eles vão ter que usar algumas
<.>       "operações novas" e "representações gráficas novas" que eu vou
<.>       definir.

<p>    O Reginaldo já reclamou várias vezes que eu uso uma operação que
<.>    segundo ele "não está em livro nenhum". Primeiro, cada "PDFzinho" que
<.>    eu uso em cada um dos meus cursos começa com uma página de links como
<.>    essa daqui,

<p>     http://anggtwu.net/LATEX/2025-1-C2-Tudo.pdf#page=4

<p>    com links pra capítulos de livros, pra links de livros inteiros em
<.>    alguns casos, e pra links de algumas outras coisas. Segundo, a
<.>    operação que eu uso muito e que "não está em livro nenhum" aparece
<.>    neste slide,

<p>     http://anggtwu.net/LATEX/2025-1-C2-intro.pdf#page=6

<p>    e inicialmente eu defino ela no programa que a gente usa no curso - o
<.>    Maxima - deste jeito:

<p>     "_s_"(expr,su) := subst(su, expr)$
<.>     infix("_s_",99,101)$

<p>    mas depois eu melhoro alguns detalhes técnicos e dou uma outra
<.>    definição - mais longa - pra ela. Como eu já discuti essa operação na
<.>    mailing list do Maxima várias vezes eu até pus uma menção a ela na
<.>    minha página sobre o Maxima, ó:

<p>     http://anggtwu.net/eev-maxima.html#first-application

<p>    Te convenceram de uma acusação falsa e você acabou sendo muito
<.>    grosseiro. Vamos reler:

<p>     Ninguém pode dar uma disciplina que não existe em livro nenhum. Que
<.>     que é isso, gente, que nível de desconhecimento da Ciência, de
<.>     negação da Ciência, a gente tem... como é que alguém pode dar uma
<.>     matéria que não aparece em livro nenhum? É o quê? Um novo gênio da
<.>     humanidade, que tá acima de tudo que existe em qualquer livro? Então
<.>     ele tá criando uma nova teoria que todos têm que aceitar e que não
<.>     aparece em livro nenhum? Qualquer aluno tem que ter o direito de
<.>     pegar qualquer matéria em algum livro. Não existe uma matéria que
<.>     não existe em livro nenhum. Se existe isso não é Ciência. Tem que
<.>     ter algum artigo, tem que ter algum livro, tem que ter alguma coisa
<.>     que isso exista. Então... é, essa são as coisas assim muito, muito
<.>     óbvias para mim que estão por trás disso.

<p>    Seria bacana você pedir desculpas, viu?   🤬🤬🤬
<b>    A banca do processo administrativo contra mim foi composta por dois
<.>    professores titulares de Matemática de Niterói - a Isabel Lugão e o
<.>    Haroldo Belo - e pela Irene Bulcão, da Psicologia daqui. Se você
<.>    quiser ler a parte do meu depoimento em que a gente conversa sobre a
<.>    questão de prova "que não está em livro nenhum" o trecho começa aqui:

<p>     http://anggtwu.net/2023-08-09-depoimento-eduardo.html#58:51

<p>    Se você clicar nas timestamps dessa página você vai pro vídeo. A parte
<.>    com figuras começa um pouco depois.

<p>     [' [[]],]
<.>       Eduardo

<p> [RULE ----------------------------------------]

<p>  From: Reginaldo Demarque da Rocha
<b>  Date: 29 June 2025 at 09:52
<b>  To: RCN-UFF


<p>    Bom dia a todos,

<p>    Vou aproveitar essa oportunidade para repetir a minha fala na última reunião, que vou pedir para que conste em ata,
<.>    para fins de esclarecer que não existe falsa acusação.

<p>    Antes de passar ao esclarecimento gostaria de declara minha posição pessoal sobre esse assunto: a única atitude
<.>    que eu espero do prof. Eduardo, e que ele é perfeitamente capaz de fazê-la, é o comprometimento em lecionar as
<.>    disciplinas que lhe são atribuídas, seguindo as ementas e os procedimentos regimentais.

<p>    O que ocorreu em 2022.1: O professor não aplicou a VS de acordo com as normas da instituição, portanto não
<.>    aplicou a VS! Trecho do Parecer da comissão:

<p>    As provas foram aplicadas nas datas: P1: 6ª feira 15/jul, P2: 4ª feira 20/jul, VR: 6ª feira 22/jul, VS: 6ª 29/jul.

<p>    Como todos sabemos, o regimento, em seus artigos 99, 100 e 110, diz que qualquer das provas só pode ser aplicada
<.>    com pelo menos 3 dias úteis após a vista e divulgação das notas. E é aqui que se caracteriza a não aplicação da
<.>    VS, visto que ela não segue este critério. Não adianta chamar uma prova de VS se ela não segue estes critérios.

<p>    A coordenação de curso comunicou à chefia sobre o descumprimento dessa norma e pediu que uma VS fosse
<.>    aplicada. Foram vários os relatos dos alunos nesse sentido, vou fornecer o trecho de alguns:

<p>            "Não tenho acesso às minhas notas, eu fiz todas as provas e no site não consta, não houve vista
<.>            de prova e não faço ideia do que eu errei ou acertei e também se fui aprovada ou não!
<b>            A coisa mais absurda que ocorreu foi eu saber minha média das duas provas NO DIA da prova de VS.
<.>            Não só eu,
<.>            mas muitos também tiveram que sair de suas cidades às cegas sem saber se estavam mesmo de VS só para
<.>            não perder uma disciplina. Tivemos cerca de 4 meses para ele passar suas atividades avaliativas, e ele
<.>            decidiu passar tudo nas últimas semanas de aula (P1 -
<.>            15/07, P2 - 20/07, VS - 29/07)."
<.>            Ao meu ver, foram em datas muito próximas, não tivemos nota da P1 antes de realizar a P2, muito menos
<.>            vista de prova.
<.>            E pra ter nota da P2, só tivemos acesso no dia 29/07, 08:46 da manhã, com VR marcada para 14:00 da tarde.

<p>    São dezenas de relatos como estes. Além disso, só pelas datas das provas podemos ver outro descumprimento de
<.>    norma:

<p>    Art. 94 - As avaliações obrigatórias deverão ser distribuídas de maneira uniforme ao longo do período letivo...

<p>    Acredito que com isso fica esclarecido que não houve falsa acusação. O que existe é um jogo de palavras e uma
<.>    recorte de falas em grupos de whatsapp e em documentos oficiais para tentar criar um factoide.

<p>    Cordialmente,

<p>    Prof. Reginaldo Demarque
<b>    --
<b>    Reginaldo Demarque, D.Sc.
<b>    Universidade Federal Fluminense
<b>    Departamento de Ciências da Natureza
<b>    Campus de Rio das Ostras
<b>    https://demarque.mat.br

<p> [RULE ----------------------------------------]

<p>  From: Eduardo Ochs
<b>  Date: 29 June 2025 at 10:55
<b>  To: Reginaldo Demarque da Rocha
<b>  Cc: RCN-UFF

<p>    Oi Reginaldo,

<p>    você poderia mandar isso que você mandou - se possível tudo - num
<.>    outro e-mail pro grupo do RCN que tenha outro título? Quando eu
<.>    escrevi o meu e-mail, que era pro Walter com cópia pra todos, e incluí
<.>    no meu e-mail esta frase,

<p>     "Te convenceram de uma acusação falsa e você acabou sendo muito
<.>     grosseiro"

<p>    eu estava me referindo às acusações como "que eu não uso livro" e
<.>    "cobro nas provas coisas que não estão em livro nenhum"... aí agora no
<.>    seu e-mail você escreveu isto,

<p>     "Acredito que com isso fica esclarecido que não houve falsa acusação"

<p>    no singular, como se nós estivéssemos discutindo só a acusação

<p>     "Vc não deu vs e tivemos que fazer o trabalho q vc não fez",

<p>    que era uma das coisas que eu iria discutir na quinta no meu ponto de
<.>    pauta, e que está aqui...

<p>     http://anggtwu.net/2025-vc-nao-deu-vs.html
<b>    http://anggtwu.net/2025-oficio-da-EP-resp.html

<p>    mas o meu ponto de pauta ficou pra próxima reunião - ou pra outra, ou
<.>    pra seguinte, ou pra de depois dessas, sei lá...

<p>    Vamos separar os dois assuntos em dois threads, por favor?

<p>     [' [[]],]
<b>       Eduardo

]==]




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<p>  From: Eduardo Ochs
<b>  Date: 1 July 2025 at 09:48
<b>  To: RCN-UFF

<p>    Oi Bel, Fábio e Rômulo, com cópia para todos...

<p>    Eu tava relendo a transcrição da última reunião e vi as reclamações de
<.>    vocês de que na minha P1 de Cálculo 2 eu exigi que certas questões
<.>    fossem resolvidas usando certos métodos específicos.

<p>    Todas as pessoas com as quais eu converso sobre ensino de Matemática
<.>    concordam que em certos casos é aceitável pedir que os alunos usem
<.>    métodos específicos. A nossa posição é mais ou menos essa aqui,

<p>    https://www.quora.com/Why-do-math-teachers-and-professors-often-force-
<.>    students-use-a-particular-method-to-solve-problems-on-a-test-Shouldnt-
<.>    teachers-and-professors-encourage-freedom-of-thought-i-e-let-students-
<.>    use-whatever-method-makes

<p>    e eu achava que ela era tão óbvia que eu não tenho nem bibliografia a
<.>    respeito.

<p>    Vou dizer que nós somos do "mundo 1".

<p>    Na última reunião eu fiquei sabendo da existência de um "mundo 2", de
<.>    pessoas que acham que a posição das pessoas do mundo 1 está errada, e
<.>    que a gente tem sempre que deixar os alunos resolverem os problemas
<.>    das provas usando os métodos que eles preferirem.

<p>    Bel, Fábio e Rômulo, vocês fizeram falas mostrando que vocês são do
<.>    "mundo 2". Como vários de vocês fizeram Licenciatura imagino que vocês
<.>    saibam onde encontrar as críticas do "mundo 2" ao "mundo 1". Vocês
<.>    podem me mandar algumas referências, por favor?

<p>     Grato,
<b>      Eduardo Ochs



<p>  From: Eduardo Ochs
<b>  Date: 1 July 2025 at 09:54
<b>  To: RCN-UFF

<p>    Oops, esqueci de mandar um link... lá vai:

<p>     http://anggtwu.net/2025-oficio-da-EP-resp.html#termo

<p>    [[]],
<b>      Eduardo



<p>  From: Romulo Rios Rosa
<b>  Date: 1 July 2025 at 12:50
<b>  To: RCN-UFF

<p>    Boa tarde a todos,

<p>    Alguns já se deram ao trabalho de conferir alguns escritos do professor Eduardo, contendo ofensas aos colegas e
<.>    narrativas que ocultam elementos que o responsabilizam. O mundo descrito lá é muito diferente daquele que vemos
<.>    baseado em evidências. Um mundo 3, eu diria.

<p>    A situação atual do incentivo por escrito do professor Eduardo aos seus alunos para que façam pedidos de revisão
<.>    de suas provas ao departamento, já foi considerada, pela plenária departamental, prejudicial aos estudantes e aos
<.>    demais membros do departamento.

<p>    Como o professor Eduardo parece não concordar que a relação dele com seus próprios estudantes seja a causa da
<.>    situação atual (algo já sugerido por diversos colegas) considero a via de comunicação com ele esgotada para esse
<.>    fim.

<p>    Atenciosamente,
<b>    Romulo R. Rosa.
<b>    Doutor. Professor Adjunto, Universidade Federal Fluminense.


<p>  From: Eduardo Ochs
<b>  Date: 1 July 2025 at 12:57
<b>  To: RCN-UFF

<p>    Obrigado, Rômulo!
<b>    Vou esperar a resposta dos outros.
<b>    [' [[]]] =)
<b>       Eduardo

]==]




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--]]
bigstr_2025_metodos_logica_l = [==[
<p>  From: Eduardo Ochs
<b> Date: 7 July 2025 at 01:55

<p>     Oláááá,

<p>     eu tenho uma pergunta séria sobre didática - mas é impossível fazer
<.>     ela sem contar algumas maluquices do meu departamento primeiro...
<.>     então deixa eu começar pelas maluquices.

<p>     Eu dou aula de Cálculo 2 e Cálculo 3 num campus muito lixo da UFF, e
<.>     há uns dois ou três semestres atrás os alunos descobriram que quando
<.>     eles tiram notas baixas nas minhas provas eles podem fazer
<.>     "requerimentos de revisão de prova", e aí o meu departamento tem que
<.>     montar uma banca de três professores pra recorrigir as provas deles. E
<.>     aí eu vi que essas bancas ignoram todos os indícios de cola, e que
<.>     elas são formadas por colegas meus que não sabem perguntar, e quando
<.>     eles não entendem alguma questão minha ou o gabarito dela ao invés
<.>     deles me perguntarem eles inventam um jeito lá deles de corrigir ela.

<p>     De uns tempos pra cá eu comecei a incentivar os alunos a fazerem
<.>     requerimentos de revisão de provas - as explicações estão aqui:

<p>      http://anggtwu.net/2024-rev.html#isso-me-atrapalha
<b>      http://anggtwu.net/2025-a-banca-maluca.html

<p>     ...e agora os meus coleguinhas estão PUUUUUTOOOOS porque na P1 de
<.>     Cálculo 2 onze alunos fizeram requerimentos de revisão de prova, e
<.>     eles tiveram que corrigir.

<p>     Agora a pergunta séria.

<p>     Uma das reclamações dos meus coleguinhas é essa daqui:

<p>      http://anggtwu.net/2025-metodos-especificos.html

<p>     Vou copiar a parte importante do e-mail:

<p>      Eu tava relendo a transcrição da última reunião e vi as reclamações
<.>      de vocês de que na minha P1 de Cálculo 2 eu exigi que certas
<.>      questões fossem resolvidas usando certos métodos específicos.

<p>      Todas as pessoas com as quais eu converso sobre ensino de Matemática
<.>      concordam que em certos casos é aceitável pedir que os alunos usem
<.>      métodos específicos. A nossa posição é mais ou menos essa aqui,

<p>      (Quora) Why do math teachers and professors often force students...

<p>      e eu achava que ela era tão óbvia que eu não tenho nem bibliografia
<.>      a respeito.

<p>      Vou dizer que nós somos do "mundo 1".

<p>      Na última reunião eu fiquei sabendo da existência de um "mundo 2",
<.>      de pessoas que acham que a posição das pessoas do mundo 1 está
<.>      errada, e que a gente tem sempre que deixar os alunos resolverem os
<.>      problemas das provas usando os métodos que eles preferirem.

<p>      Bel, Fábio e Rômulo, vocês fizeram falas mostrando que vocês são do
<.>      "mundo 2". Como vários de vocês fizeram Licenciatura imagino que
<.>      vocês saibam onde encontrar as críticas do "mundo 2" ao "mundo 1".
<.>      Vocês podem me mandar algumas referências, por favor?

<p>     Os meus coleguinhas não responderam.

<p>     Alguém aqui sabe ALGUMA COISA sobre lógicos e matemáticos que acham
<.>     que você NUNCA pode pedir pros alunos resolverem questões por métodos
<.>     específicos, e que você SEMPRE tem que permitir que eles usem os
<.>     métodos que quiserem e escrevam do modo que quiserem?

<p>     O ideal seria pointers precisos - tipo "tem o Fulano, ele publicou o
<.>     artigo tal" - mas quaisquer vagas lembranças já servem e me ajudam
<.>     muito...

<p>      Gradeço, =)
<b>       Eduardo Ochs
<b>                      ❤️🐶😐

<p> From: Walter Carnielli
<b> Date: 7 July 2025 at 11:05

<p>     Olá Eduardo e todas e todos,
<.>      eu dei muitas aulas de Cálculo ,1, 2, 3 topologia ,teoria de números, algebra linear, geometra analítica e todas essas
<.>     coisas.

<p>     Há basicamente duas categorias de questões: Na primeira você quer saber se ele(a)s sabem resolver o problema ,
<.>     na segunda você quer saber se ele(a)s entendem ou sabem usar um certo método específico.

<p>     Basta esclarecer na pergunta o que você quer, não vejo nenhuma dificuldade muito grande nisso...

<p>     Abs

<p>     Walter
<b>     ========================
<b>     Walter Carnielli
<b>     CLE and Department of Philosophy
<b>     University of Campinas –UNICAMP, Brazil
<b>     AI2- Advanced Institute for Artificial Intelligence
<b>     Blog https://waltercarnielli.com/
<b>     https://www.name-coach.com/walter-carnielli


<p> From: Marcelo Finger
<b> Date: 7 July 2025 at 11:24

<p>     Oi Eduardo.

<p>     Eu nunca dei aula de cálculo, mas nas minhas provas de Lógica muitas vezes eu falo para demonstrar esse teorema
<.>     pelo método da dedução natural, ou pelo método dos tablôs analíticos. Nesses casos eu quero medir exatamente se
<.>     eles entenderam o método em questão, pois é muito difícil debater os méritos e problemas de cada um desses
<.>     métodos se eles não entendem o que eles fazem.


<p>     Eventualmente, eu também tenho questões do tipo: prove ou refute a seguinte sentença lógica pelo método que
<.>     achar mais conveniente. Neste outro caso, o que está sendo medido é se ele consegue justificar de alguma
<.>     forma rigorosa a argumentação. Não há nenhum problema, pois os diferentes métodos são parte da matéria.

<p>     Já tive meu quinhão de reclamações esdrúxulas, mas o que é matéria eu posso cobrar, apesar dos alunos dizerem
<.>     que preferem um método A ou B.

<p>     Imagino que em Cálculo seja parecido; se faz parte da matéria fazer uma integração numérica pelo método de
<.>     Runge-Kutta, ou pelo método dos trapézios, cada um desses métodos pode ser questionado explicitamente.

<p>     []s
<b>     --
<b>     Marcelo Finger
<b>      Departament of Computer Science, IME-USP
<b>      http://www.ime.usp.br/~mfinger
<b>      ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1391-1175
<b>      ResearcherID: A-4670-2009
<b>     Instituto de Matemática e Estatística,
<b>     Universidade de São Paulo
<b>     Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP



<p> From: Julio Stern
<b> Date: 9 July 2025 at 03:07

<p>     Car(o/a)s:
<b>     Seguem meus 2 centavos:

<p>     Como aluno, eu Nao assistia as aulas de todos os professores,
<.>     so de alguns que, na minha opiniao, realmente valiam a pena.

<p>     Eu tambem tinha o habito procurar um livro que me agrade
<.>     para estudar, independente do livro recomendado.

<p>     Sempre digo para meus alunos que "Livro eh como namorada"
<.>     a que funciona comigo, pode nao funcionar com vove, e vice-versa.

<p>     Disto se conclui que, no meu entender, Ha limites as especificidades.

<p>     Integre "por partes" f(x) , onde f(x)=... - OK
<b>     Interprete os operadores Divergente e Rotacional no contexto do Eletromagnetismo. - OK
<b>     Use o criterio tal para provar a convergencia da serie seguinte... - OK

<p>     Faca o calculo tal usando o metodo "bonitinho" que eu expliquei na aula de 01/04 - Not OK!

<p>     Tudo de bom, ---Julio Stern


<p> From: Adolfo Neto
<b> Date: 9 July 2025 at 09:40

<p>     Acho que estão todos acima concordando, então não vou acrescentar muito, exceto dar um exemplo concreto: se eu
<.>     ensino em sala de aula dedução natural pelo livro do Marcelo, peço na questão dedução natural, e o estudante
<.>     prefere fazer pelo método de Fitch, tudo bem pra mim. Mas se a pessoa resolver usando tabela verdade, é zero

<p>     Adolfo Neto
<b>     Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
<b>     Web: https://adolfont.github.io/
<b>     Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br



<p> From: samuel
<b> 9 July 2025 at 11:15

<p>     Olás

<p>     Eu quando quero um método específico eu procuro colocar no enunciado da questão; se essa ressalva não está no
<.>     enunciado, fica complicado
<.>     "não dar os pontos depois".

<p>     Eu costumo ter problemas quando dou Matemática Discreta II (Ciência da Computação) numa ementa da UFBA que
<.>     *NÃO TEM* o Pequeno Teorema de Fermat,

<p>     Só que pede para estudar congruências com certo detalhamento, aplicar as propriedades, etc. "Determine o resto de
<.>     2^49 na divisão por 43", essas coisas.

<p>     O problema que sempre aparece é: algum aluno (repetente, quase sempre, e que já viu outras disciplinas) acaba
<.>     resolvendo a congruência que eu passei, que era para usar os métodos de resolver congruências (propriedades da
<.>     congruência, etc....)... aí a pessoa vai lá e pimba, Pequeno Teorema de Fermat !

<p>     A pessoa resolveu ? Resolveu. Achou o resultado ? Achou. Mas cumpriu o objetivo da questão ? Não porque o
<.>     objetivo era ver se a pessoa sabe resolver congruências usando as propriedades usuais...

<p>     (A maldade que eu já cheguei a fazer num curso: coloquei como observação na questão, "O Pequeno Teorema de
<.>     Fermat não foi demonstrado
<.>     no curso ! Se quiser usá-lo para resolver alguma congruência, ENUNCIE-O E PROVE-0... Muito cruel)

<p>     ... Ou é isso ou coloca o Pequeno Teorema de Fermat no curso, mesmo que ele não conste da ementa, enfim !
<.>     Ou tenho que tomar cuidado para colocar congruências em que o Pequeno Teorema de Fermat não possa ser
<.>     usado... Estou vendo aqui que na última vez que dei essa disciplina tive que tomar esse cuidado específico (o que é
<.>     muito chato).

<p>     Não tem muitas soluções fáceis para isso.

<p>     Abraços

<p>    []s Samuel
<b>    https://sites.google.com/site/ufbalogic/home/home-1/members/samuel




<p> From: Eduardo Ochs
<b> Date: 9 July 2025 at 12:21

<p>     Oi Julio!

<p>     Legal, a sua mensagem me lembrou uma coisa importante... quando eu
<.>     tava fazendo graduação em Matemática na PUC-Rio as aulas de Física do
<.>     Ciclo Básico usavam o Haliday - que pra mim é um livro (×4) que mata
<.>     os neurônios - e eram dadas por professores péssimos... e eu só
<.>     consegui passar quando eu resolvi parar de ir nas aulas e estudar pelos
<.>     livros do Moisés Nussenszveig.

<p>     Nos cursos daqui os alunos que conseguem entender algum livro são
<.>     raríssimos, mas os alunos que acham que entendem os livros e depois
<.>     fazem coisas assim nas provas...

<p>      Queremos encontrar a derivada de f(x) = sen 42x. Para tal vamos usar
<.>      a regra da cadeia. Aplicando o método chegamos ao resultado, que é
<.>      f'(x) = cos 42x.

<p>     ...são bem comuns, então eu vi que vale a pena obrigar eles a fazerem
<.>     as contas em certos formatos em que cada passo fica bem fácil de
<.>     debugar.

<p>     ACHO que eu tou seguindo isso aqui de um jeito aceitável:

<p>      > Faca o calculo tal usando o metodo "bonitinho" que eu expliquei na
<b>      > aula de 01/04 - Not OK!

<p>     Como "exigir métodos específicos" não é o ideal eu explico bem
<.>     detalhadamente porque eu vou "exigir métodos específicos" em várias
<.>     questões de prova - e duas semanas antes da P1 eu disponibilizo um PDF
<.>     chamado "Dicas pra P1" que diz exatamente o que eles têm que treinar,
<.>     onde tem exemplos e exercícios, como vai ser cada questão da prova,
<.>     quanto cada questão vai valer, conto muita coisa sobre os critérios de
<.>     correção, e explico que na questão tal se eles resolverem pelo método
<.>     tal eles vão ganhar todos os pontos e se resolverem por outros métodos
<.>     só vão ganhar metade - PORQUE o método tal é mais lento mas a gente
<.>     vai precisar dele em outros pontos do curso, então isso é um jeito de
<.>     obrigá-los a treinarem o método tal...

<p>      [[]],
<b>        Eduardo


<p> From: Eduardo Ochs
<b> Date: 9 July 2025 at 12:35

<p>     Oi Samuel,

<p>     aqui eu passo por algo assim também, mas com integração... uns alunos
<.>     decoravam tabelas enormes de integrais e aí resolviam em um ou dois
<.>     passos certas integrais que eu queria que eles tivessem resolvido em
<.>     dez passos... eu tive que encontrar um modo de definir o que são
<.>     "passos fáceis de entender, de testar e de revisar", e como eu não
<.>     encontrei nenhuma definição boa o suficiente disso por aí eu tive que
<.>     criar a minha, que começou bem capenga e já mudou pelo menos umas dez
<.>     vezes. Nem preciso dizer, né: se alguém quiser trocar idéias sobre
<.>     isso por favor entre em contato, e se alguém souber de livros ou
<.>     artigos que definam isso bem por favor entre em contato comigo PRA
<.>     ONTEM...

<p>      [[]],
<b>        Eduardo


<p> From: Joao Marcos
<b> Date: 9 July 2025 at 15:28

<p>     Viva, Eduardo:

<p>     > Alguém aqui sabe ALGUMA COISA sobre lógicos e matemáticos que acham
<b>     > que você NUNCA pode pedir pros alunos resolverem questões por métodos
<b>     > específicos, e que você SEMPRE tem que permitir que eles usem os
<b>     > métodos que quiserem e escrevam do modo que quiserem?
<b>     >
<b>     > O ideal seria pointers precisos - tipo "tem o Fulano, ele publicou o
<b>     > artigo tal" - mas quaisquer vagas lembranças já servem e me ajudam
<b>     > muito...

<p>     Não sou, infelizmente, especialista no ensino de Matemática, e muito
<.>     menos no ensino de "Cálculo" para estudantes sem a formação básica
<.>     apropriada, e minha experiência mais relevante aqui provavelmente está
<.>     no ensino de *métodos de demonstração* para alunos de cursos ligados à
<.>     Computação, particularmente por meio de disciplinas ligadas à
<.>     "Matemática Discreta".

<p>     Do que você conta, é bem provável que os seus colegas das "bancas
<.>     malucas" tenham pouca ou nenhuma formação pedagógica --- o que, de
<.>     resto, é bastante comum, no nosso país, entre professores de nível
<.>     superior. Mas você também não revelou, em sua mensagem, muito sobre
<.>     quais seriam os seus próprios *objetivos de aprendizagem* ao requerer
<.>     dos seus alunos o uso de métodos específicos na resolução de
<.>     problemas.

<p>     Dito isto, talvez não seja fácil encontrar referências bibliográficas
<.>     que defendam que "você NUNCA pode pedir pros alunos resolverem
<.>     questões por métodos específicos, e que você SEMPRE tem que permitir
<.>     que eles usem os métodos que quiserem e escrevam do modo que
<.>     quiserem". Você ficaria contente com menos do que isso? Por exemplo,
<.>     referências que lhe ajudem a fundamentar vantagens pedagógicas de se
<.>     exigir o uso de métodos específicos? Para fazer o contrapeso, talvez
<.>     valha a pena olhar também para referências que apontem vantagens
<.>     pedagógicas de se permitir o uso livre de quaisquer métodos que
<.>     estejam bem justificados e que permitam resolver os problemas em tela?

<p>     []s, Joao Marcos
<b>     --
<b>     https://sites.google.com/site/sequiturquodlibet/


<p> From: Eduardo Ochs
<b> Date: 9 July 2025 at 15:46

<p>     Oi João!
<b>     Ficaria contentíssimo! Manda! =) =) =)
<b>     Vou escrever uma resposta grande assim que puder!
<b>      [[]],
<b>        Eduardo



<p> From: Joao Marcos
<b> Date: 9 July 2025 at 20:45

<p>     Salve, Eduardo:

<p>     Como eu dizia, isto tudo provavelmente depende muito dos seus
<.>     *objetivos de aprendizagem*, ou mesmo da sua *forma de avaliação*...
<.>     Por exemplo, um dos motivos pelos quais um professor poderia desejar
<.>     limitar a escolha dos métodos usados pelos alunos seria para conseguir
<.>     identificar mal entendidos com mais facilidade e para poder dar um
<.>     feedback mais dirigido sobre os erros cometidos. Diagnósticos são
<.>     mais simples quando a lista de sintomas relevantes é reduzida!
<.>     Considerando uma variante de um exemplo que você mesmo deu, se você
<.>     pede para um aluno encontrar a derivada de sen(x^2) e você julga que
<.>     há alguma chance de que ele simplesmente responda 2x·cos(x^2), sem se
<.>     dar ao trabalho de explicar nada, pode ser útil exigir que você exija
<.>     dele, digamos, o uso da regra da cadeia, com todos os passos
<.>     intermediários (contas) sendo exibidos.

<p>     Padronizar as expectativas de resposta também pode ser uma ferramenta
<.>     que ajuda a favorecer a equidade na aprendizagem: a situação de
<.>     vantagem na qual se encontram estudantes que chegam com exposição
<.>     prévia aos assuntos de um determinado curso ou que simplesmente têm
<.>     maior acesso a recursos didáticos tende a ser reduzida quando as
<.>     expectativas de resposta são menos "open-ended" e mais estruturadas.
<.>     Um dos livros famosos da Jo Boaler, "Experiencing School Mathematics:
<.>     Traditional and reform approaches to teaching and their impact on
<.>     student learning", trata disso --- entre muitas outras coisas.

<p>     (A exposição prévia a um determinado assunto também pode atrapalhar:
<.>     ocorre-me uma situação, há 20 anos, de uma aluna que decidiu resolver
<.>     "por dedução natural" ---como ela teria aprendido no Ensino Médio que
<.>     fez no CEFET, um pouco antes de estudar comigo--- uma questão que ela
<.>     deveria resolver *por via axiomática* ---como constava, infelizmente,
<.>     da nossa bibliografia de curso, na época---; o problema é que ela NÃO
<.>     tinha aprendido de verdade nada que se parecesse com dedução natural,
<.>     e sequer se dava conta da diferença entre uma conjunção e uma
<.>     disjunção...)

<p>     Bem, do ponto de vista das coisas com as quais eu trabalhei mais de
<.>     perto, requerer o uso de métodos específicos pode ser uma ferramenta
<.>     que ajuda a instilar certas *disciplinas ou hábitos de pensamento*,
<.>     como o rigor conceitual, ou quiçá mesmo a elusiva capacidade de
<.>     "pensar como um matemático". Se alguém ---que Bog proíba!---
<.>     solicitar a um estudante que encontre, digamos, a derivada de
<.>     (x+1)^(1/2) *usando diretamente a definição de limite*, o objetivo da
<.>     tarefa poderia ser o de reforçar o conceito de derivada ("taxa de
<.>     variação instantânea") como o limite da "taxa de variação média" de
<.>     uma função. O David Tall tem um texto muito citado em que ele trata
<.>     disso: "The transition to advanced mathematical thinking: Functions,
<.>     limits, infinity and proof".

<p>     A prática isolada de um determinado método também é usada para
<.>     fortalecer aquilo que se chama de "fluência procedimental". Pense na
<.>     forma como nos obrigam a fazer contas lá na escola primária, usando
<.>     aqueles algoritmos às vezes terrivelmente ineficientes, mas fáceis de
<.>     verificar...

<p>     Os docentes que defendem a "liberdade de métodos", por outro lado,
<.>     muitas vezes têm uma abordagem mais prática, menos conceitual e menos
<.>     preocupada com correção ou com a apresentação de evidências
<.>     explanatórias. A proposta, em geral, é a de se estimular a
<.>     criatividade, a apropriação da aprendizagem por parte do discente, e
<.>     também a transferência de conhecimento entre contextos (o que
<.>     representa, não raro, um bom sinal de aprendizagem profunda). E esta
<.>     abordagem "livre" também tem a vantagem de ser boa para "manter a
<.>     moral alta", isto é, para aumentar a motivação dos (alguns?)
<.>     estudantes. Se bem me lembro, a Jo Boaler também fala disso no livro
<.>     dela, citado acima.

<p>     Como eu já disse, não sou nem de longe um especialista em Educação
<.>     Matemática. (Um ex-aluno me disse brincando estes dias que
<.>     "Matemática está para a Educação Matemática assim como a Física está
<.>     para a Educação Física", mas não sei se concordo com isso.)
<.>     Reconheço, de todo modo, que o seu método de ensino, Eduardo, pode não
<.>     estar alinhado exatamente a nenhuma das preocupações externadas
<.>     acima...

<p>     Infelizmente, discussões sobre Educação aqui nas nossas terras
<.>     costumam ter mais base ideológica do que empírica. :-/ Bem, mas em
<.>     que sentido você acha que conseguiria impressionar os seus colegas ao
<.>     apresentar referências de estudos que comprovem que um certo método
<.>     pedagógico pode, em determinadas situações, de fato funcionar melhor
<.>     do que outro?

<p>     Abraços metodológicos,
<b>     Joao Marcos
<b>     --
<b>     https://sites.google.com/site/sequiturquodlibet/


<p> From: Julio Stern
<b> Date: 10 July 2025 at 02:15

<p>     Caro Eduardo:

<p>     Por coincidencia, eu, que entrei na USP em 1977,
<.>     e tive aula de Fisica Basica com o Moises Nussenszveig,
<.>     que nos escreveu apostilinhas (manuscritas) de suas aulas.

<p>     Estas apostilinhas foram depois coletadas na 1a edicao
<.>     do seu Livro, que (que manteve a forma manuscrita)

<p>     Em uma prova, ele pediu para que calculassemos alguma coisa
<.>     (ex. a massa de uma nuvem) a partir de dados na questao.
<.>     Eu errei em algum detalhe da conta, e cheguei a um resultado absurdo.
<.>     Nao havia tempo de refazer a conta, mas escrevi uma nota explicando
<.>     porque o resultado era absurdo, e que eu devia ter cometido algum deslize...

<p>     Para minha surpresa, o Moises me deu o valor cheio da questao,
<.>     e acrescentou uma nota na correcao dizendo (algo assim):

<p>     Boa Intuicao e senso critico valem mais do que o deslize cometido.

<p>     Obviamente, o Moises era um dos Professores cuja aula valia (muito)!

<p>     Tudo de bom, ---Julio Stern



<p> From: Eduardo Ochs
<b> Date: 16 July 2025 at 23:54

<p>     Oi João!

<p>     Tou quase terminando de ler o livro da Jo Boaler que você recomendou,
<.>     o "Experiencing School Mathematics". Achei interessantíssimo!

<p>     Uma coisa que eu fiquei me perguntando é qual são os critério das duas
<.>     escolas do livro - Amber Hill e Phoenix Park - pra considerar que um
<.>     problema foi resolvido... deixa eu explicar isso melhor. Há uns
<.>     semestres atrás eu tentei usar esse livro daqui nos meus cursos:

<p>     http://hostel.ufabc.edu.br/~daniel.miranda/calculo/calculo.pdf#page=120

<p>     aí na "#page=120" dele tem uns exemplos que eu pedi pros alunos
<.>     entenderem, completarem os detalhes e "traduzirem pra uma notação mais
<.>     matemática" - e pedi que eles fizessem do jeito deles, em grupo, e a
<.>     gente iria discutindo como melhorar. O resultado foi apavorante - o
<.>     máximo que eles conseguiam era escrever umas expressões matemáticas e
<.>     umas em português espalhadas pela página. Se eu tivesse um ou dois
<.>     meses pra trabalhar isso _talvez_ eles conseguissem chegar a algo
<.>     legível, mas a gente não tinha esse tempo...

<p>     Tem várias coisas que eu peço pra eles que deixam eles completamente
<.>     perdidos - e eu vejo que boa parte desse "perdidos" é porque eles não
<.>     fazem a menor idéia de como escrever, e quando eu disponibilizo alguns
<.>     exemplos de jeitos de escrever aí tudo funciona bem melhor. E
<.>     ultimamente eu tenho sempre disponibilizado exemplos escritos "do meu
<.>     jeito preferido", tanto no quadro, com uma letra feia e alguns erros,
<.>     quantos nos PDFzinhos LaTeXados que eu fiz, que são mais bonitos e são
<.>     revisados, e além disso eu dou links pra vários capítulos de livros -
<.>     então eles podem consultar tudo isso nos celulares deles durante as
<.>     partes da aula que são de exercícios e discussão. E eu tenho feito um
<.>     monte de comentários sobre porque nem sempre vale a pena copiar o
<.>     estilo dos livros... por exemplo:

<p>      1. Tem muitos pontos em que os livros escrevem algo difícil em uma
<.>        linha, de propósito e de sacanagem - o objetivo deles é fazer os
<.>        alunos estudarem, e aí pra entender aquela linha o aluno vai ter
<.>        que expandir ela - e ele vai levar várias horas pra fazer isso e
<.>        a expansão vai ocupar meia página, mas nesse processo o aluno vai
<.>        aprender um bocado...

<p>      2. Os livros tentam fazer com que o texto em português em torno das
<.>        expressões matemáticas (quase) nunca se repita, mas às vezes é
<.>        melhor só a gente usar umas poucas partículas em português, como
<.>         "então", "lembre que", "sabemos que", "seja", "queremos que",
<.>         "vamos supor que" e "vamos testar se",

<p>      3. Os livros falam muito pouco sobre coisas que dão errado - outro
<.>        dia eu fui procurar exemplos de "vamos verificar que a função tal
<.>        não é solução da equação diferenncial tal" e de encontrar
<.>        antiderivadas por chutar-e-testar, e não achei.

<p>     A Jo Boaler fala bastante no ESM sobre memória, retenção de
<.>     conhecimento e velocidade. Uma das coisas de Cálculo 1 que eu
<.>     precisaria que os alunos soubessem em Cálculo 2 é a regra da cadeia,
<.>     só que os alunos estão chegando em C2 só com lembranças super vagas do
<.>     que é a regra da cadeia, e eles aplicam ela errado. Pelo que eu
<.>     consegui descobrir em C1 eles aprenderam a regra da cadeia por um
<.>     método que só faz sentido 1) quando você decora ele bem e 2) quando
<.>     você vai precisa aplicar ele muito rápido e escrevendo o mínimo - é o
<.>     método em que você decora algo como "...o resultado é a derivada da
<.>     função aplicada na outra função vezes a derivada da outra função", e
<.>     como eles não guardaram nada do material do curso de C1 deles eles nem
<.>     sabem o que consultar pra reconstruir o que eles lembram desse método.

<p>     Eu tenho tentado fazer algo bem diferente disso: eu tou dando um curso
<.>     pra pessoas com memória ruim, em que elas sempre podem consultar os
<.>     exemplos que vão ser relevantes pra aula atual, e em que eu parto do
<.>     princípio de que elas vão esquecer tudo mas quando elas aprenderem de
<.>     novo elas vão reaprender bem mais rápido, e quando reaprenderem pela
<.>     segunda vez elas vão reaprender mais rápido ainda, e tal... e a cada
<.>     semestre eu vou melhorando mais o meu modo de expôr e os exemplos
<.>     consultáveis e os alunos de cada semestre seguinte conseguem aprender
<.>     mais do que os do semestre anterior...

<p>     Os meus cursos têm um monte de furos - por exemplo, eu até agora não
<.>     tenho material pra ajudar os alunos a entenderem coisas como isso
<.>     aqui,

<p>     http://hostel.ufabc.edu.br/~daniel.miranda/calculo/calculo.pdf#page=120

<p>     e eu TENHO A IMPRESSÃO de que a maioria dos professores de Cálculo
<.>     trabalha muito a tradução entre "linguagem natural" e "linguagem
<.>     matemática"... só que eu nunca encontrei um que me mostrasse em
<.>     detalhes como ele faz isso. Imagino que se eu disponibilizar mais e
<.>     mais material bacana isso vai gerar bom karma e algum dia o universo
<.>     vai me pôr em contato com alguém que sabe me explicar como trabalhar
<.>     essa tradução. =/

<p>     Vou deixar as historinhas pra depois. Aliás não, vou contar uma agora.
<.>     Nos meus cursos eu insisto MUITO pros alunos aprenderem a nomear os
<.>     seus objetos, aviso que dá trabalho aprender isso mas é utilíssimo, e
<.>     tal... e eu tenho um aluno em Cálculo 2 que acha que o modo de
<.>     escrever que eu tento ensinar é péssimo, e aí ele tenta fazer tudo do
<.>     jeito dele. Pois bem, a prova de C2 foi ontem, e durante a prova ele
<.>     me perguntou se eu podia dar uma dicas sobre a questão 2. Na questão 2
<.>     eles tinham que lidar com duas EDOs e oito funções, e nas perguntas
<.>     dele pra mim ele chamava elas de: a equação, a equação, a função, a
<.>     função, a função, a função, a função, a função, a função e a função.
<.>     Depois de uns dois minutos eu disse que eu não ia conseguir ajudar ele
<.>     não, e que ele tentasse se virar.

<p>     "Aprender a nomear objetos" é uma das coisas que eu acho que vale mais
<.>     a pena fazer os alunos aprenderem - mesmo que eles esqueçam logo
<.>     depois eu acho que mesmo lembranças vagas disso vão ajudar eles
<.>     muitíssimo.

<p>      Mais depois =P,
<b>       [[]],
<b>         Eduardo


]==]




-- «bigstr_2025_consulta_rrps»  (to ".bigstr_2025_consulta_rrps")
-- (ajua "2025-consulta-rrps")
-- (find-TH "2025-consulta-rrps")
-- (find-htmlize-email-links "2025-consulta-rrps")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
= Blocks.from(bigstr_2025_consulta_rrps)

--]]
bigstr_2025_consulta_rrps = [==[
<p>  From: Eduardo Nahum Ochs
<b>  Date: 14 de julho de 2025 às 13:08
<b>  To: dav.prograd@id.uff.br

<p>    Oi PROGRAD - aliás, oi DAV/CAEG,

<p>    Vocês podem me encaminhar pra alguém que conheça bem o histórico desta
<.>    regra do RCG,

<p>     Art. 110 - A Vista de Trabalho ou de Prova é procedimento acadêmico
<.>     obrigatório, devendo ser previsto como atividade na programação da
<.>     disciplina.

<p>      § 3o - O discente que não concordar com a nota atribuída na
<.>      avaliação poderá recorrer ao Departamento de Ensino/Coordenação de
<.>      Curso ao qual a disciplina se vincule, desde que o faça no prazo
<.>      máximo de 3 (três) dias úteis após a divulgação do resultado.

<p>    e a "jurisprudência" dela, no sentido de como ela tem sido aplicada?

<p>    O meu nome é Eduardo Nahum Ochs, eu sou professor de Matemática em Rio
<.>    das Ostras, e talvez eu esteja seguindo a letra da lei mas distorcendo
<.>    o espírito das leis - e resolvi entrar em contato com vocês...

<p>    Deixa eu explicar qual é a situação. Vou ter que fazer uma introdução
<.>    meio grande, desculpem.


<p>    Introdução (meio grande)
<b>    ========================
<b>    As matérias que costumo dar com mais frequência são Cálculo 2/2A e
<.>    Cálculo 3, e os programas das nossas disciplinas continuam supondo que
<.>    os alunos fizeram um Ensino Médio fortíssimo... só que aqui a gente
<.>    recebe um número enorme de alunos que são muito dedicados mas que não
<.>    aprenderam quase nada de Matemática no Ensino Médio, então eu IMAGINO
<.>    que cada professor de Matemática daqui tenha preparado um bocado de
<.>    material pra ajudar esses alunos a aprenderem bem rápido os
<.>    pré-requisitos que faltam... só que no meu departamento - o RCN, o
<.>    Departamento de Ciências da Natureza - os professores de Matemática
<.>    quase não interagem, e eu não consigo descobrir praticamente nada
<.>    sobre como os meus colegas estão dando os seus cursos...

<p>    Os meus colegas até abriram um processo administrativo contra mim que
<.>    inicialmente era porque "durante a pandemia eu estava aprovando alunos
<.>    demais". Esse processo foi uma bagunça - em particular porque no
<.>    início um dos objetivos do processo era "alinhar o trabalho dos
<.>    professores", mas os objetivos dele foram mudando com o tempo, e eu
<.>    continuei sem saber quase nada sobre como os meus colegas dão os
<.>    cursos deles. Tem bastante coisa sobre esse PAD aqui:

<p>     http://anggtwu.net/2023-08-09-depoimento-eduardo.html

<p>    Alguns dos temas principais das minhas últimas apresentações em
<.>    congressos e eventos menores foram exatamente as técnicas que eu tenho
<.>    usado pra fazer com que esses alunos "sem base" consigam aprender
<.>    Cálculo 2 e 3 bem mais rápido que o "normal". Tem um bocado sobre
<.>    essas técnicas no meu material de introdução ao curso de Cálculo 2:

<p>     http://anggtwu.net/LATEX/2025-1-C2-intro.pdf

<p>    A idéia central é que se a gente aprende a fazer certas contas e
<.>    outras operações "como um computador faria" certas partes do curso
<.>    ficam mecânicas - e se os alunos treinam o suficiente essas técnicas
<.>    sobra bastante espaço mental pras partes de cada aula que têm idéias
<.>    novas. Mas os alunos têm bastante resistência a treinar essas
<.>    técnicas, possivelmente porque eles acham que "entender
<.>    conceitualmente" tem que bastar... tem mais sobre isso - essa
<.>    resistência dos alunos atuais a treinar - aqui:

<p>     http://anggtwu.net/2025-oficio-da-EP-resp.html#macaco

<p>    Eu tou chamando isso - essas técnicas - de "objetivos secundários" do
<.>    curso. Os "objetivos primários" são os que aparecem nos sistemas da
<.>    UFF quando a gente busca por RCN00066 ("Cálculo II-A"), que são estes:

<p>     Familiarizar o estudante com as ferramentas matemáticas do cálculo
<.>     diferencial e integral, para a resolução de problemas de Física e
<.>     Engenharia, tornando o estudante apto a:

<p>     1. Resolver integrais indefinidas usando diferentes métodos de
<.>       integração.

<p>     2. Aplicar o conhecimento de integrais no cálculo de áreas, volumes
<.>       e comprimento de arco.

<p>     3. Compreender sequências e séries numéricas e critérios de
<.>       convergência.

<p>     4. Compreender séries de potências e raio de convergência.

<p>     5. Resolver equações matemáticas que governam fenômenos físicos
<.>       típicos encontrados em engenharia.

<p>    Depois que eu passei a cobrar alguns dos "objetivos secundários" nas
<.>    provas do curso os estudantes - que, lembrem, eles estão chegando
<.>    totalmente sem base! - passaram a aprender a matéria bem mais rápido
<.>    do que quando eles davam pouca bola pros "objetivos secundários" e
<.>    tentavam aprender só os "objetivos primários".



<p>    Sobre os requerimentos de revisão de prova
<b>    ==========================================
<b>    Vou contar a história de um modo bastante simplificado.

<p>    Em 2024.1 os estudantes descobriram que quando eles faziam
<.>    requerimentos de revisão de prova as bancas de revisão corrigiam as
<.>    provas deles "individualmente"... por exemplo, se os estudantes A, B e
<.>    C faziam o mesmo passo sem pé nem cabeça na solução de uma questão eu
<.>    anulava a questão e escrevia nas provas deles uma explicação de porque
<.>    eu considerava aquilo um indício fortíssimo de cola e escrevia
<.>    "compare com as provas das pessoas tais e tais" - mas as bancas de
<.>    revisão sempre desanulavam as questões que eu tinha anulado.

<p>    Em 2024.2 a gente descobriu que quando os estudantes faziam
<.>    requerimentos de revisão de prova pedindo recorreção de questões sobre
<.>    os "objetivos secundários" do curso - veja o final da introdução, logo
<.>    acima - as bancas de revisão não entendiam essas questões, não liam
<.>    nada, não me perguntavam nada, e davam muitos pontos pros estudantes.

<p>    Agora em 2025.1 eu resolvi começar o curso de Cálculo 2 contando pros
<.>    alunos que tem vários modos de passar em C2 - os principais são 1) o
<.>    modo óbvio, que é estudar e treinar as técnicas que eu aviso com
<.>    antecedência que vão ser cobradas em cada prova e 2) eles também podem
<.>    ignorar todos os "objetivos secundários" e colar na prova, e fazerem
<.>    requerimentos de revisão de prova.

<p>    Essa tabela daqui tem as notas da minha P1 de Cálculo 2 deste
<.>    semestre:

<p>      Notas:                 PR1     P1
<.>      Ana Luiza dFBS          -      3.2->5.1
<.>      Bruna BdO              2.0     2.5->7.9
<.>      Bruno HdGF             2.0     2.5->6.0
<.>      Davi dMF                -      1.3->4.6
<.>      Eduardo APRG           2.0     6.0
<.>      Erick GMB               -      6.7
<.>      Gabriel ME              -      2.0->5.8
<.>      Gustavo PdSS            -      3.0->8.5
<.>      Joao HPV                -      1.5->8.0
<.>      Leticia RH             2.0    10.0
<.>      Marcelo FdSJ           2.0    10.0
<.>      Maria Eduarda CS        -      3.4->8.6
<.>      Matheus FR              -      5.8->7.8
<.>      Paulo Sergio SC        0.0     5.1->5.3
<.>      Renan FM                -      2.0->8.1
<.>      Taynara LCP            2.0     3.3->7.4
<.>      Vinicios FC            2.0     7.0
<.>      Wallace CBM            2.0     9.2

<p>      De: http://anggtwu.net/2025.1-C2.html#notas

<p>    Cada "->" indica a nota antes e depois do requerimento de revisão de
<.>    prova: por exemplo, "2.0->8.1" quer dizer que eu dei a nota 2.0 e a
<.>    banca de revisão mudou essa nota pra 8.1.

<p>    Eu acho isso ruim - entre os alunos a "moral da tropa" caiu bastante,
<.>    e os alunos que estudaram mais ficaram um pouco desmotivados - e os
<.>    professores que costumam fazer parte das bancas de revisão estão
<.>    revoltados, dizendo inclusive que eu não posso dar nota pros
<.>    "objetivos secundários" do curso de jeito nenhum... claro que o que eu
<.>    estou contando é uma versão simplificada do que realmente aconteceu;
<.>    um modo de ver o que realmente aconteceu é por aqui:

<p>     http://anggtwu.net/2025-06-26-reuniao-rcn.html

<p>    essa página tem a transcrição da última reunião do meu departamento,
<.>    com links pro áudio da reunião e pra vários outros documentos
<.>    importantes - só que ela ainda não está organizada o suficiente pra
<.>    ser fácil de entender por alguém que só tenha 5 minutos...

<p>    Enfim, vocês podem me encaminhar pra pessoa certa? Imagino que a
<.>    gente - eu e os meus colegas de departamento - vamos precisar da
<.>    orientação de pessoas externas pra resolver esta situação, e seria bom
<.>    garantir que todos os lados fossem ouvidos...

<p>    Desculpem de novo pelo tamanho do e-mail - como eu não sabia quem iria
<.>    me ler eu tentei escrever de um modo não muito técnico e com
<.>    relativamente poucos links...

<p>     Obrigado!
<b>     Eduardo Ochs
<b>     eduardoochs@gmail.com
<b>     http://anggtwu.net/
<b>     (21)98884-2389




<p>  From: DIVISÃO DE AVALIAÇÃO
<b>  Date: 14 de julho de 2025 às 13:41
<b>  To: Eduardo Nahum Ochs

<p>    Prezado professor, a Divisão de Avaliação da Prograd, tem por competência cuidar do apoio às coordenações de
<.>    cursos em processos de avaliação externa, no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior -
<.>    SINAES.

<p>    Não tratamos aqui diretamente do cumprimento das normas do RCG.

<p>    No entanto estou encaminhando sua missiva para a Secretaria da PROGRAD, entendendo que podem prestar um
<.>    melhor esclarecimento sobre suas duvidas e dificuldades.

<p>    Diretor/ Procurador Educacional Institucional - PEI
<b>    Adm. Marcelo Moreira Linhares
<b>    CRA: 2065858-3
<b>    Mat. UFF: 1667591



<p>  From: Secretaria Prograd
<b>  Date: 15 de julho de 2025 às 14:19
<b>  To: Eduardo Nahum Ochs <eduardoochs@id.uff.br>

<p>    Prezado Prof. Eduardo, boa tarde.

<p>    Considerando que a questão é de ordem acadêmica relacionada a conteúdo específico disciplinar, entendemos
<.>    como adequado que seja tratado em âmbito local especializado, observando-se o art. 110 do Regulamento dos
<.>    Cursos de Graduação, em especial dos parágrafos 5º e 6º. Questões pontuais sobre as formas de realização de
<.>    atividades serão tratadas à luz das normas aplicáveis e conforme a especificidade local e as dinâmicas pactuadas
<.>    entre os/as envolvidos, observando formas de acompanhamento do processo de aprendizagem, de registros, do
<.>    sentido pedagógico das rotinas. Nesse sentido, recomendamos que dialogue sobre o tema com o Departamento de
<.>    Ensino no qual é lotado para o exercício da atividade docente.

<p>    Atenciosamente,
<b>    --
<b>    Eunice Rothier
<b>    Assistente em Administração
<b>    Secretaria PROGRAD



<p>  From: Eduardo Nahum Ochs
<b>  Date: 15 de julho de 2025 às 16:05
<b>  To: Secretaria Prograd <secretaria.prograd@id.uff.br>

<p>    Oi Eunice! Boa tarde...

<p>    A situação é um pouco mais complicada que isso... há dinâmicas
<.>    pactuadas entre eu (ou "mim"? Eu sempre esqueço a regra!) e os meus
<.>    alunos e elas estão super bem documentadas e estão públicas nas
<.>    páginas de cada um dos meus cursos, mas não há dinâmicas pactuadas
<.>    entre eu (mim???) e os outros professores do departamento, porque 1)
<.>    eles não contam praticamente nada sobre como eles dão os cursos deles
<.>    e 2) de vez em quando eles me dão "ordens" sobre o que eu devo fazer
<.>    com os meus cursos que são inconsistentes umas com as outras, e que
<.>    2a) vários especialistas em Matemática e Lógica já me confirmaram que
<.>    não fazem sentido e 2b) a banca do processo administrativo contra mim
<.>    também achou incoerentes...

<p>    Eu também comecei a documentar isso - esse item 2 - muito
<.>    cuidadosamente a partir do processo administrativo contra mim, e de
<.>    alguns meses pra cá eu também comecei a deixar muito dessa
<.>    documentação pública - a partir de orientações que alguns advogados me
<.>    deram, claro. Então acredito que em algum momento a gente vá ter que
<.>    usar o parágrafo 6 do artigo 110 do RCG - vou copiá-lo aqui...

<p>     § 6o - Ao resultado do julgamento do recurso caberá ainda recurso a
<.>     instâncias superiores, o que não impede a aplicação das demais
<.>     avaliações, inclusive a Verificação Suplementar, aos demais
<.>     discentes da turma.

<p>    ...só que de um modo atípico - ao invés de um aluno pedir um "recurso
<.>    a instâncias superiores" vão ser vários professores do mesmo
<.>    departamento que vão pedir pra alguma instância superiores nos ajudar
<.>    a mediar a questão - ou amigavelmente ou não...

<p>    Acho que eu posso resumir o que eu tou tentando fazer deste jeito: é
<.>    _possível_ que a melhor solução seja fazer contato com algumas pessoas
<.>    que já tenham feito parte das bancas das "instâncias superiores" do
<.>    parágrafo 6 pra ver se alguma delas se dispõe a conversar com a gente
<.>    e nos orientar antes disso virar um processo... isso me parece o
<.>    melhor caminho, mas eu não sei muito sobre como os processos na UFF
<.>    funcionam e não sei se isso é possível - também é possível que a gente
<.>    precise esperar o processo.

<p>    Tem como você descobrir se essa idéia faz sentido? Ou seja, se é
<.>    possível uma "consulta a instâncias superiores" antes de um "recurso a
<.>    instâncias superiores"?

<p>     Obrigado! =)
<b>      Eduardo Ochs


<p>  From: Secretaria Prograd
<b>  Date: 16 de julho de 2025 às 15:29
<b>  To: Eduardo Nahum Ochs

<p>    Professor,

<p>    No que se refere a instâncias de recurso a respeito de revisão de notas , entendemos, considerando que pontuamos
<.>    anteriormente, que poderá ser observado o fluxo que contempla reconsideração ao próprio Departamento, e
<.>    avaliar a submissão ao Colegiado de Curso, e, em seguida, ao Colegiado de Unidade. Restam, assim,
<.>    esgotadas as 3 instâncias de reconsideração/recurso previstas legalmente em alusão ao processo
<.>    administrativo.

<p>    Portanto, recomendamos que trate a questão em âmbito local, junto ao Departamento de Ensino.

<p>    Atenciosamente,



<p>  From: Eduardo Nahum Ochs
<b>  Date: 16 de julho de 2025 às 17:21
<b>  To: Secretaria Prograd

<p>    Obrigado!!!
<b>     [[]], Eduardo


]==]



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<p> From: Fabio Goncalves
<b> To: Eduardo Ochs
<b> Subj: Recomendação para solicitação de requerimento de Revisão de Nota
<b> Date: qua., 15 de jan. de 2025 às 18:28

<p>      Eduardo,

<p>       Esta mensagem segue com cópia para a secretaria do RCN para registro.

<p>       Os membros da banca de revisão de nota, estão recebendo com reprovação sua atitude de registrar na folha de
<.>       prova a orientação para que os alunos entrem com requerimento de revisão da nota da P1 de Cálculo II-A. Se você
<.>       tinha dúvidas sobre a avaliação de questões de suas provas ou de critérios de correção, você poderia ter
<.>       dialogado, previamente, com um dos professores de matemática do RCN para esclarecê-las. Você sabe que a
<.>       revisão de nota é um procedimento administrativo que envolve três professores e prazos curtos para elaboração e
<.>       apresentação de relatório. Isso é desgastante, principalmente quando se torna recorrente, como é o caso. Sem
<.>       contar que isso está acontecendo em final de período, momento em que todos estão atarefados. Eu,
<.>       particularmente, estou tendo que dividir essa tarefa com outras importantes que demandam urgência.

<p>       Pare com essa atitude! Reveja seu entendimento sobre o propósito do requerimento de revisão de nota. Para
<.>       ajudá-lo nessa reflexão, transcrevo o Art. 110 da Resolução número 1/2015, que trata o Regulamento dos Cursos
<.>       de Graduação na UFF:

<p>                 Art. 110 - A Vista de Trabalho ou de Prova é procedimento acadêmico obrigatório,
<.>                 devendo ser previsto como atividade na programação da disciplina.

<p>                 § 1o - Após a aplicação de um instrumento de avaliação de aprendizagem,
<.>                 inclusive da Verificação Suplementar, e antes do registro das notas no diário de
<.>                 classe, o docente deverá dar vista deste instrumento a seus discentes,
<.>                 esclarecendo-os sobre os objetivos e os critérios utilizados na correção, e
<.>                 procedendo à revisão da nota quando for o caso.

<p>                 § 2o - A divulgação das notas de uma verificação deverá ser feita pelo
<.>                 Departamento de Ensino/Coordenação de Curso em até 3 (três) dias úteis após a
<.>                 vista do instrumento de avaliação utilizado.

<p>                 § 3o - O discente que não concordar com a nota atribuída na avaliação poderá recorrer ao
<.>                 Departamento de Ensino/Coordenação de Curso ao qual a disciplina se vincule, desde que o faça no prazo
<.>                 máximo de 3 (três) dias úteis após a divulgação do resultado.

<p>                 § 4o - Para instruir seu recurso o discente poderá solicitar ao Departamento de
<.>                 Ensino/Coordenação de Curso o acesso ao instrumento de avaliação, sendo
<.>                 obrigatoriamente assistido por um representante do Departamento de
<.>                 Ensino/Coordenação de Curso durante o ato de seu exame.

<p>                 § 5o - O Chefe do Departamento de Ensino/Coordenador de Curso deverá
<.>                 constituir, em 5 (cinco) dias úteis, banca composta por 3 (três) docentes, que terá
<.>                 outros 3 (três) dias úteis para apresentar o resultado do julgamento da solicitação
<.>                 de revisão de nota.

<p>                 § 6o - Ao resultado do julgamento do recurso caberá ainda recurso a instâncias
<.>                 superiores, o que não impede a aplicação das demais avaliações, inclusive a
<.>                 Verificação Suplementar, aos demais discentes da turma.

<p>       O requerimento de revisão de nota é um direito do aluno que não concorda com a avaliação após a vista de prova.
<.>       Não é uma formalização institucional para auxiliar professor nas avaliações de provas escritas por meio de
<.>       terceiros, digo, de seus pares.

<p>       Atenciosamente,
<b>       --
<b>       Fábio Gonçalves


<p> From: Eduardo Nahum Ochs
<b> To: Fabio Goncalves
<b> Cc: Departamento de Ciências da Natureza
<b> Date: 17 January 2025 at 11:02

<p>     Oi Fábio,

<p>     > Se você tinha dúvidas sobre a avaliação de questões de suas provas
<b>     > ou de critérios de correção, você poderia ter dialogado,
<b>     > previamente, com um dos professores de matemática do RCN para
<b>     > esclarecê-las

<p>     As minhas tentativas de dialogar com vocês sobre critérios de correção
<.>     estão todas documentadas, e estão públicas, aqui:

<p>      http://anggtwu.net/2024-rev.html
<b>      ^ ou: https://bit.ly/3PAwxMx

<p>      http://anggtwu.net/LATEX/2024-2-C2-intro.pdf

<p>     Você leu? Ou você resolveu não abrir esses links - que estão em cada
<.>     uma das provas pras quais os alunos fizeram requerimentos de revisão
<.>     de provas - porque "você não tem tempo de ler nada" e "não tem tempo
<.>     de abrir link nenhum"?

<p>     Vou mandar outro e-mail em breve.
<b>      [[]],
<b>        Eduardo




<p> From: Eduardo Ochs
<b> To: Fabio Goncalves
<b> Cc: Departamento de Ciências da Natureza
<b> Date: 17 January 2025 at 15:21

<p>     Oi Fábio,

<p>     Olha, às vezes o seu modo de economizar 5 minutos aqui e outros 5
<.>     minutos ali e acaba dando um trabalhão pra outras pessoas...

<p>     Pra mim o exemplo mais importante disso foi que eu tive que gastar
<.>     centenas de horas conversando com vários advogados e estudando várias
<.>     coisas de Direito pra ter certeza de que eu posso deixar públicos
<.>     certos documentos do processo administrativo contra mim -
<.>     principalmente os documentos que mostram que inventaram uma comissão
<.>     que era "pra me ajudar", mas depois essa comissão mudou de atribuições
<.>     e várias pessoas, incluindo você, fingiram que não viram... e no final
<.>     essa comissão fez um relatório com muuuuitos erros e várias acusações
<.>     falsas - e eu ACHO que legalmente eles cometeram vários crimes aí - e
<.>     isso vai levar anos pra ser consertado...

<p>     Quanto ao exemplo mais recente,

<p>     > Se você tinha dúvidas sobre a avaliação de questões de suas provas
<b>     > ou de critérios de correção, você poderia ter dialogado,
<b>     > previamente, com um dos professores de matemática do RCN para
<b>     > esclarecê-las

<p>     acho melhor eu esperar você responder...

<p>      [[]],
<b>       Eduardo

]==]



--------------------------

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--]]
bigstr_2025_alternativa_ao_rrp = [==[
<p> Date: 31 January 2025 at 00:53
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: Fabio Goncalves, Departamento de Ciências da Natureza

<p>     Oi Fábio! Tudo bem?

<p>     Você pode me ajudar a encontrar uma alternativa ao requerimento de
<.>     revisão de prova numa situação que está acontecendo em Cálculo 2?

<p>     É o seguinte. A minha turma de C2 tem 24 alunos que fizeram as provas.
<.>     A P2 foi na terça, e eu já corrigi, e 16 alunos já passaram direto. A
<.>     vista de prova "oficial" ainda não aconteceu, mas eu já mandei fotos
<.>     de questões corrigidas pra alguns alunos que me perguntaram sobre a
<.>     correção.

<p>     Essa situação envolve 5 alunos:

<p>      André,     que passou direto,
<b>      Nathalia, que passou direto,
<b>      Emanuele, que está em VS,
<b>      Ana Letícia, que está em VS, e
<b>      Helen,     que está reprovada.

<p>     Eu tive indícios muito fortes de cola numa questão deles. Todos eles
<.>     escreveram no desenvolvimento da questão 2 deles uma expressão
<.>     completamente absurda, com variações mínimas... na notação do LaTeX,
<.>     as expressões são:

<p>      (D - (7-4) D (7 . 4) . (C_1 e^{7x} + C_2 e^{-4x})   (Emanuele)

<p>      (D - (7-4) D (7 . (-4)) (C_1 e^{7x} + C_2^{-4x})    (Helen)

<p>      (D - (7-4) D (7 . (-4)) . (C_1 e^{7x} + C_2 e^{-4x}) (Nathalia)

<p>      (D - (7-4) D - (7-4) . (C_1 e^{7x} + C_2 e^{-4x})   (André)

<p>      (D - (7-4) D (7 . (-4)) . (C_1 e^{7x} + C_2 e^{-4x}) (Ana Letícia)

<p>     Eu anulei a questão 2 toda dos cinco alunos - ela valia 3.0. Tou
<.>     anexando as P2s desses alunos e um PDF só com a página de cada prova
<.>     em que esse erro aparece.

<p>     A única pessoa que reclamou comigo por eu ter anulado essa questão é a
<.>     Ana Letícia. Pra resumir muito: ela disse que eles não colaram, eles
<.>     só estudaram juntos, e eu disse que eu não tenho como ter certeza
<.>     absoluta se eles colaram ou não, mas umas das coisas que eu mais
<.>     repeti no curso foi que em Cálculo 2 não dá pra gente só aprender
<.>     métodos... muitos métodos que aparecem em C2 podem dar resultados
<.>     errados, então a gente vai passar o curso todo aprendendo técnicas pra
<.>     verificar tudo... e pra mim é BEM grave que 5 alunos tenham aprendido
<.>     juntos um método que inclui escrever uma linha que ninguém sabe
<.>     interpretar - e se ela acha que eu tou errado o melhor é ela fazer um
<.>     requerimento de revisão de prova, até porque pelo que eu me lembro as
<.>     bancas de revisão costumam ignorar indícios de cola e costumam fazer
<.>     correções "individuais", então tem grandes chances dela ganhar um
<.>     monte de pontos na revisão...

<p>     Isso foi no início da tarde de hoje, antes da reunião de departamento.

<p>     Que que eu faço? Você tem sugestões?

<p>      [[]],
<b>        Eduardo


<p> Date: 31 January 2025 at 00:55
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: Fabio Goncalves, Departamento de Ciências da Natureza

<p>     Esqueci os anexos!
<b>     La' vao...

<p>      6 attachments
<b>      (P2_ana_leticia.pdf) 1751K
<b>      (P2_emanuele.pdf) 1073K
<b>      (P2_helen.pdf) 1207K
<b>      (P2_nathalia.pdf) 1381K
<b>      (P2_andre.pdf) 2017K
<b>      (so_o_erro.pdf) 791K


<p> From: Fabio Goncalves
<b> To: Eduardo Ochs
<b> Date: 31 January 2025 at 16:24

<p>     Olá Ochs.

<p>     Considero boa sua iniciativa de trocar uma ideia comigo, ou outro colega do RCN, para tratar essas correções e
<.>     evitar o requerimento de revisão de nota.

<p>     Estou enviando primeiramente meu parecer sobre a prova da Ana Letícia. Ela vai servir de parâmetro para o que eu
<.>     penso e te ajudar numa reflexão. Preciso de tempo para ver as outras, visto que tenho que me dedicar um pouco a
<.>     outras atividades. Continuarei verificando as outras assim que eu puder, incluindo o final de semana.

<p>     Acredito na possibilidade de não ter havido cola. Já passei por situação semelhante e também desconfiei de cola.
<.>     Mas, depois constatei que os alunos estavam estudando juntos e decorando formas de apresentação de resolução.
<.>     O pior era que carregavam vícios e erros na apresentação da resolução dos problemas avaliados. Acho bem possível
<.>     que isso possa ter acontecido na sua P2. Na dúvida, acho prudente acreditar na possibilidade de não terem colado e
<.>     voltar a considerar a questão 1 para todos. Mas, essa decisão é sua.

<p>     Aproveitando o contato, é possível que as alterações de notas feitas pelas bancas de revisão na P1, e que ainda
<.>     faltam ser divulgadas, possam alterar as médias de alguns alunos. Somente consegui reunir a assinatura de todos os
<.>     membros da banca na manhã desta sexta-feira, mesmo assim, faltou uma assinatura em um relatório (#11). Vou
<.>     enviar mais sete relatórios por e-mal em instantes. E assim que eu receber o último relatório (#11) assinado, eu
<.>     também o enviarei.

<p>     Até breve!
<b>     --
<b>     Fábio Gonçalves
<b>     --------------------------------------------------------
<b>     Professor
<b>     Chefe do Departamento de Ciências da Natureza (RCN)
<b>     Universidade Federal Fluminense

<p>     (P2_ana_leticia_comentado_por_fgoncalves.pdf) 5365K


<p> From: Fabio Goncalves
<b> To: Eduardo Ochs
<b> Date: 1 February 2025 at 15:21

<p>     Olá Ochs.

<p>     De fato, a resolução da questão 2 da Emanuele apresenta o mesmo padrão apresentado pela Ana Letícia. Mas
<.>     reparei que Emanuele errou contas e fórmula que Ana Letícia não cometeu. Pra mim, isso é uma evidência que elas
<.>     podem ter estudado em grupo (com mais pessoas) e definido um padrão de apresentação, o que pode explicar a
<.>     mesma ordem de apresentação, expressões sem sentido e mesms erros conceituais.

<p>     Estou enviando minhas anotações no arquivo em anexo. Na minha avaliação, elas recebem pontuações diferentes.


<p>     Att,

<p>     Fábio Gonçalves.

<p>     (Calculo II-A Emanuelle.pdf) 3666K



<p> Date: 1 February 2025 at 15:45
<b> From: Eduardo Ochs
<b>   To: Fabio Goncalves

<p>     Opa, obrigado!!!
<b>     Eu tinha achado estranho você mencionar um arquivo em anexo que você não mandou... resolvido!
<b>      [[]], Eduardo


<p> Date: 1 February 2025 at 15:51
<b> From: Fabio Goncalves
<b>   To: Eduardo Ochs

<p>     Ochs,

<p>     Segue outro arquivo com meus comentários. Desta vez, é a prova da Helen. Apesar do padrão de apresentação, tem
<.>     erros diferentes das outras que analisei.

<p>     Att,

<p>     Fábio Gonçalves.

<p>     (P2_helen_fgoncalves.pdf) 2284K


<p> Date: 1 February 2025 at 16:08
<b> From: Fabio Goncalves
<b>   To: Eduardo Ochs

<p>     Ochs,

<p>     Segue o arquivo com meus comentários sobre a prova da Nathalia.

<p>     Att,

<p>     Fábio Gonçalves.

<p>     (P2_nathalia_fgoncalves.pdf) 2512K


<p> Date: 1 February 2025 at 16:28
<b> From: Fabio Goncalves
<b> To: Eduardo Ochs

<p>     Ochs,

<p>     Segue meus comentários sobre a prova do André.

<p>     Att,

<p>     Fábio Gonçalves.

<p>     (P2_andre_fgoncalves.pdf) 3525K

]==]


--------------------------

-- «bigstr_2026_forumppg_baf»  (to ".bigstr_2026_forumppg_baf")
-- (ajua  "2026-forumppg-baf")
-- (find-TH "2026-forumppg-bad-foundations")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
= Blocks.from(bigstr_2026_forumppg_baf)

--]]
bigstr_2026_forumppg_baf = [==[
<p> From: Eduardo Ochs
<b> Date: 19 February 2026 at 00:46
<b> To: Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Oi gente,

<p>     eu sei que não é comum usar o ForumPPG pra anunciar preprints, mas
<.>     esse aqui é sobre Educação Matemática e sobre como a gente pode lidar
<.>     com os alunos que chegam nos cursos de Cálculo - no meu caso no meu
<.>     curso de Cálculo 2!!! - tão sem base que eles não têm nenhuma noção de
<.>     Lógica, eles só decoram métodos... e esse preprint é continuação das
<.>     coisas que eu apresentei em vários eventos organizados pelos Carlos
<.>     Tomei, e todas as pessoas que foram nesses eventos estão aqui no
<.>     ForumPPG, então peço licença pra anunciar aqui...

<p>     O preprint se chama "Bad Foundations and Manipulable Objects", o
<.>     abstract dele é este,

<p>      Imagine a student—let's call him ‘E’, and make him a “he”— that is
<.>      enrolled in Calculus 2, and who believes that to pass in maths
<.>      courses he only needs to memorize methods and apply them quickly and
<.>      without errors. Let's imagine that ‘E’ is an ‘E’xtreme case of “bad
<.>      foundations” and that he knows how to solve $x+2=5$ by doing
<.>      $x=5-2=3$, but he doesn't know how to substitute the $x$ in $x+2=5$
<.>      by 3, and the only way that he knows of “testing the solution” is to
<.>      apply the same method again and check that he got the same result.

<p>      When we are teaching Calculus to classes that have many students
<.>      that are extreme cases of bad foundations we need new strategies and
<.>      tools; for example, we can't pretend that “taking a particular case”
<.>      is an obvious operation anymore—instead we need ways to make these
<.>      operations easy to visualize. This article shows a way to do that
<.>      using Maxima.

<p>     e os melhores links pra ele são estes aqui:

<p>      https://anggtwu.net/math-b.html#2026-bad-foundations
<b>      https://anggtwu.net/LATEX/2026bad-foundations.pdf

<p>     Ele acabou de ficar available no Arxiv, e de ganhar mais um
<.>     carimbinho de oficialidade. Os links pra ele no Arxiv são:

<p>      https://arxiv.org/abs/2602.16026
<b>      https://arxiv.org/pdf/2602.16026

<p>     Esse preprint foi meio que baseado nesta apresentação daqui,

<p>      Lógica pra pessoas que sabem resolver 2+x=5 mas... (WLD 2026)
<b>      https://anggtwu.net/2026-logica-para-pessoas.html

<p>     E acho que este link daqui também deve interessar a algumas
<.>     pessoas do fórum...

<p>      https://anggtwu.net/2025-alguns-motivos-reginaldo.html

<p>     [[]]s,
<b>       Eduardo Ochs
<b>       https://anggtwu.net/math-b.html


<p>     P.S.: ei, você está desesperado/a por motivos parecidos com os meus?
<.>     Você tem alunos que nem os da introdução do meu preprint? Você tem
<.>     alunos-assombrações viciados em ChatGPT que te entregam "dúvidas" que
<.>     são coisas que eles copiaram do ChatGPT e entenderam menos do que nada
<.>     delas? Os seus alunos-assombrações são que nem os meus, que não só não
<.>     falam como também não têm expressões faciais? Entre em contato, vamos
<.>     conversar!!! =S



<p> Date: 19 February 2026 at 11:39
<b> From: Jair Koiller
<b> To: eduardoochs@gmail.com, Jair Koiller
<b> Cc: Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Bom dia, Eduardo, e todos.

<p>     Imagino que o Forum tenha um setor para Educacao Matematica, mas o
<.>     tema é tao fascinante e importante que Eduardo nao deveria ter
<.>     pedido licença...

<p>     Tomo a liberdade de um pequeno relato pessoal. Peço que tenham
<.>     paciencia com minha idade.

<p>     Um disclaimer. Não tenho formacao em Educacao Matematica. Quando
<.>     comecei a dar aula, em 1976, fui com um colega, sobrinho de Nise
<.>     da Silveira, conversar com ela. O conselho foi junguiano: "não se
<.>     preocupem com métodos de didática, apenas saibam uma coisa: com
<.>     professor chato ninguem aprende nada". Dei aulas de Calculo de
<.>     1976 a 2014, na UFRJ por 25 anos e o resto (quase 15) na FGV.

<p>     Acho que existem de fato dois tipos de alunos, os
<.>     'investigativos' (a minoria, no maximo 10 por cento, sao os que
<.>     adoramos), e os 'procedurais' (sao a maioria, muito bem descritos
<.>     por Eduardo). Há um terceiro tipo, talvez uns 10 por cento (?) eu
<.>     nao sei dar nome, sao alunos que vou chamar de problematicos (por
<.>     problemas pessoais ou por imaturidade moral).

<p>     Infelizmente na UFRJ faltou estrutura (na minha epoca). As vezes
<.>     eu conseguia dar alguma ajuda aos poucos os alunos (na epoca) de
<.>     baixa renda quando eu os identificava, tentava dar algum estimulo.
<.>     Infelizmente, quando o curso era em equipe (provas preparadas
<.>     coletivamente) era maquina de moer carne.

<p>       **** Nao havia know how na minha epoca. Por isso acho o trabalho
<.>       de Eduardo (e colegas) importantissimo. ****

<p>     Acho que os `procedurais' NÃO são "hopeless" como os define Paul
<.>     Halmos (referencia abaixo). Mas o trabalho de consertar o que nao
<.>     foi ensinado (ou pior, ensinado errado por professores tambem do
<.>     tipo E) requer um trabalho individualizado. Com sorte via
<.>     monitores (alunos do tipo investigativo) talvez seja possivel
<.>     mitigar o problema. Mais monitores , mais bolsas de valor justo
<.>     para eles e elas!

<p>     Tem jornalistas, advogados, e medicos muito bons, que mesmo tendo
<.>     tido acesso a bons professores e na epoca certa, nunca conseguiram
<.>     na vida a ter um aha (o orgasmo matematico). A neurociencia nao
<.>     avancou suficiente para facilitar a falta de comunicacao entre os
<.>     hemisferios cerebrais.

<p>     Entao passar da representacao visual de uma funcao para fazer
<.>     procedimentos algebricos com elas talvez nao sejam mesmo para
<.>     todos.

<p>     Para os procedurais, procedimentos. Pelo menos que memorizem de
<.>     forma correta. Eu vi Manfredo do Carmo falar mais de uma vez que
<.>     em matematica "ou se aprende ou se acostuma." Manfredo completava:
<.>     "tanto faz".

<p>     Quando eu passei a dar cursos individuais na
<.>     Economia/Administracao/Contabilidade da UFRJ e depois na FGV, era
<.>     bem mais facil atender ao mesmo tempo os alunos nvestigativos e os
<.>     procedurais. Balancear em sala de aula vem com a experiencia. Com
<.>     mais confianca passei a adorar o "metodo confuso", antes de dar
<.>     algum procedimento passo a passo. Segundo um aluno (economista
<.>     famoso) eu dava uma 10 explicacoes diferentes para cada coisa
<.>     (todas incompreensiveis. No final eu ganhava por cansaço).

<p>     Mas eu tive colegas na FGV (que continuam lá) e são espetaculares
<.>     em treinar os alunos em procedimentos. Tenho o maior respeito e
<.>     admiracao. Na FGV tinhamos uma psicologa (Helena, excelente) que
<.>     cuidava de atender alunos com problemas pessoais. Nem sempre
<.>     tivemos sucesso. Um dos alunos mais brilhantes que conheci
<.>     perdemos por suicidio. Sinto culpa.

<p>     E havia picaretas - poucos, graças a Deus. [ Footnote: Num caso
<.>     fui pressionado por um dean para deixar que passasse. Passei toda
<.>     a turma, o deixando por ultimo. O decano estava certo? O rapaz
<.>     tornou-se um politico no PV. Nao sei dele.]

<p>      Desejo que o carnaval tenha sido muito bom.


<p>     Sugestao para leitura.

<p>     1) Entrevista de um ex-postdoc meu, Kurt Ehlers, parceiro de
<.>     pesquisa, professor de um college.

<p>     https://www.studyusa.com/en/blog/1712/student-blogger-valeria-saborio-interviews-tmcc-professor-kurt-ehlers-from-martian-sunsets-to-math-league

<p>     Eu acho que o ensino de Calculo poderia até ser invertido. Que tal
<.>     fazer a sequencia Calculo 3-2-1 ao contrario? Com os recursos
<.>     visuais e computacionais de hoje em dia, propor problemas para a
<.>     turma resolver, ou até mesmo que busquem problemas que os
<.>     interessem (como a aluna do Kurt). Na math league dele sao
<.>     abordados varios problemas praticos.

<p>     Vou dar um exemplo. Quando entrei na FGV perguntei aos economistas
<.>     o que eles usavam de Calculo. Samuel Pessoa e Marcos Lisboa me
<.>     disseram: estude *otimizacao dinamica*. Dá para apresentar o
<.>     assunto informalmente a calouros , propondo dois problemas: o da
<.>     preparacao do Carnaval (eu chamava Joazinho 30) e o do
<.>     planejamento da aposentadoria (eu chamava de Jorginho Guinle).

<p>     Em cada area que o professor estiver atuando tem problemas
<.>     iconicos para

<p>     2) Tem um artigo antigo, delicioso, do Paul Halmos, antes das
<.>     necessidade de ser politicamente correto
<.>     https://www.math.cmu.edu/~bwsulliv/halmos-what-is-teaching.pdf Ali
<.>     ele fala no inicio, do picareta tipico. Sao os que mandam no mundo
<.>     atualmente. Eu devia ter resistido ao decano?

<p>     [Quoted text hidden]


<p> Date: 19 February 2026 at 15:58
<b> From: Jair Koiller
<b> To: Luciana Elias, Jair Koiller, eduardoochs@gmail.com



<p>     On Thu, 19 Feb 2026 at 15:57 Jair Koiller wrote:
<b>      Quando quiser, Luciana e Eduardo!

<p>       On Thu, 19 Feb 2026 at 14:10 Luciana Elias wrote:
<b>        Vamos conversar!
<b>          [Quoted text hidden]


<p> Date: 19 February 2026 at 17:13
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: Jair Koiller
<b> Cc: Luciana Elias

<p>     Oi Jair e Luciana!

<p>     O que vocês acham da gente conversar por e-mail _E_ num grupo de
<.>     Whatsapp? Como eu passo boa parte do meu tempo livre mexendo em
<.>     projetos de software livre eu estou acostumado a ficar em canais de
<.>     chat só de texto, e acho eles muito práticos porque quando duas
<.>     pessoas estão online ao mesmo tempo a gente consegue descobrir o que o
<.>     outro sabe e não sabe em segundos, e é fácil mandar links, e quando só
<.>     uma pessoa está online a gente pode mandar mensagens pros outros lerem
<.>     depois...

<p>     Se vocês toparem me adicionem no Whatsapp - (21)9xxxx-xxxx - e me
<.>     mandem um oi por lá que eu ponho vocês no grupo... e se a gente não
<.>     gostar de conversar pelo Whatsapp não tem problema! =)

<p>     Eu ainda não respondi o e-mail do Jair no ForumPPG porque eu tou
<.>     preparando uma resposta grande pra ele, e ela vai incluir um link pra
<.>     um .zip com os meus livros e artigos preferidos sobre Educação
<.>     Matemática... mas o .zip ainda não tá pronto, então aguentem um
<.>     pouquinho! =)

<p>      [[]],
<b>        Eduardo =)

<p>     [Quoted text hidden]



<p> Date: 19 February 2026 at 19:28
<b> From: Jair Koiller
<b> To: Eduardo Ochs
<b> Cc: Luciana Elias

<p>     Vou cadastrar ao chegar em casa, com calma...
<b>     [Quoted text hidden]



<p> Date: 19 February 2026 at 20:33
<b> From: Rodrigo Bissacot
<b> To: jairkoiller@gmail.com
<b> Cc: eduardoochs@gmail.com, Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Olá,



<p>     Como ex-aluno do sistema de ensino público brasileiro e ex-membro
<.>     da comunidade dos alunos que

<p>     "chegam tão sem base que eles não têm nenhuma noção de Lógica.."

<p>     Fico contente em ver a preocupação dos colegas com a forma de
<.>     fazer nossos alunos aprenderem o que faltou no ensino médio, ao
<.>     mesmo tempo em que aprendem os conceitos de cálculo. É um desafio
<.>     e tanto, mas, lembrando sempre que, principalmente no caso dos que
<.>     seguirão nas ciências exatas, muitas vezes a derivada é muito mais
<.>     importante que o valor da função.

<p>     Existem diversas iniciativas espalhadas pelas universidades
<.>     brasileiras que visam lidar com esse antigo problema, que vão
<.>     desde cursos de pré-cálculo até a criação de disciplinas
<.>     introdutórias com conteúdo de ensino médio para quem quiser e por
<.>     aí vai. Talvez colegas que tenham os dados dessas iniciativas
<.>     possam contribuir com informações sobre o quão eficazes são.

<p>     Eu sempre fico com o pé um pouco atrás nesse tipo de discussão,
<.>     pois vi gente chegar no mestrado sem base alguma que depois deu
<.>     muito certo, justamente correndo atrás do prejuízo, aprendendo
<.>     tópicos anteriores ao mesmo tempo em que aprendeu o conteúdo
<.>     regular com os colegas.

<p>     Acho que o ideal mesmo é ter dados das iniciativas que
<.>     apresentaram melhora no aproveitamento dos estudantes com
<.>     realidades semelhantes as dos seus alunos, de modo que você pode
<.>     tentar utilizá-las aí.

<p>     Mas estou enviando essa mensagem para mencionar dois outros itens,
<.>     baseados nas duas mensagens:

<p>     1) Acho que deveríamos tentar mudar nossa comunicação com os
<.>     estudantes. Principalmente com os que se encontram em situação de
<.>     vulnerabilidade (seja ela socioeconômica, ausência de background
<.>     adequado, não saber inglês etc.).

<p>     Adjetivar alunos como "alunos-assombrações" e reclamar que não
<.>     sabem se expressar corretamente, ou mesmo que suas expressões
<.>     faciais não são adequadas, não me parece nada legal. Eu mesmo, se
<.>     na época em que era aluno, tivesse lido isso, acho que não me
<.>     sentiria incentivado a ser mais participativo nas aulas.

<p>     Talvez nossas expressões faciais enquanto docentes também deixem a
<.>     desejar; talvez eu fale baixo e por aí vai.

<p>     Entendo que a iniciativa é nobre e que o problema é real, mas, às
<.>     vezes, ao tentar acertar, acabamos errando ainda mais.


<p>     2) A ética não é ensinada em muitas escolas. Depois, recebemos
<.>     esse estudante na graduação e, em alguns cursos de exatas, não
<.>     existem oportunidades para que os alunos se aprimorem neste
<.>     sentido. Dependendo do seu ambiente familiar e da oportunidade na
<.>     escola, muitos têm boa bagagem em soft skills e outras habilidades
<.>     não matemáticas importantes para a vida, em particular para a vida
<.>     profissional, mas outros nem tanto.

<p>     Recordo-me dos colegas contando quando iam fazer o doutorado no
<.>     exterior e tinham cursos sobre assédio, às vezes mais de um curso.

<p>     Noto alguns avanços neste sentido no Brasil, mas ainda me parecem
<.>     insuficientes. Mesmo que não consigamos mudar certas práticas de
<.>     todos, dar acesso/oportunidade e promover a reflexão sobre certas
<.>     atitudes, acho que é nossa obrigação. Muitos jovens têm, na
<.>     universidade, a oportunidade de mudar de vida e certamente estão
<.>     atentos aos aprendizados, mesmo que, muitas vezes, suas expressões
<.>     faciais não indiquem isso.

<p>     No caso da USP, temos um curso recém-lançado; é mais focado para a
<.>     pesquisa e fará mais sentido para os pós- graduandos, mas
<.>     indicarei para todos os meus alunos de IC e todos do meu grupo:
<.>     https://www.coursera.org/learn/boas-praticas-cientificas

<p>     É gratuito para a comunidade da USP.


<p>     Abraços

<p>     Rodrigo


<p>     ------------
<b>     Rodrigo Bissacot
<b>     Associate Professor
<b>     Department of Applied Mathematics
<b>     sites.google.com/site/matbissacot

<p>     Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação
<b>     Universidade de São Paulo
<b>     Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP
<b>     www.ime.usp.br

<p>     Em qui., 19 de fev. de 2026 às 11:40, Jair Koiller escreveu:
<b>       [Quoted text hidden]


<p> Date: 19 February 2026 at 22:17
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: Rodrigo Bissacot
<b> Cc: jairkoiller@gmail.com, Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Oi Rodrigo!

<p>     Eu tou numa situação que não é nada comum, deixa eu contar...

<p>     Primeiro: os meus coleguinhas decidiram que o nosso departamento
<.>     ofereceria uma segunda turma de Cálculo 2 exatamente no mesmo horário
<.>     da minha turma de Cálculo 2, e idem pra Cálculo 3. Segundo: os meus
<.>     coleguinhas não contam praticamente nada sobre como eles dão os cursos
<.>     deles! Eu praticamente só sei que pra eles é óbvio que 1) eu tou
<.>     fazendo tudo errado, 2) os alunos têm que poder resolver as questões
<.>     das provas usando o método que quiserem, 3) os alunos têm que poder
<.>     estudar sozinhos só pelo livro-texto do curso, que é o Stewart, e 4)
<.>     esses meus coleguinhas não ligam muito pra indícios de cola... tem
<.>     mais detalhes aqui:

<p>      https://anggtwu.net/2025-06-26-bel.html

<p>     Eu pretendo começar o meu curso de Cálculo 2 explicando como vai ser o
<.>     MEEEEU curso, e contando que o meu método costuma funciona bastante
<.>     bem pra alunos que não sabem quase nada da matéria do Ensino Médio mas
<.>     que sabem falar e perguntar, e que estão dispostos a aprender mais
<.>     técnicas pra descobrir coisas sozinhos, pra estudarem em grupo, e pra
<.>     fazer perguntas melhores - por exemplo, alunos que já trabalharam em
<.>     comércio costumam se dar super bem comigo... mas pra muita gente
<.>     "aprender a perguntar" vai ter um custo psicológico altíssimo, e
<.>     portanto todos os alunos vão ter que descobrir se vão se dar melhor na
<.>     minha turma ou na outra turma que é no mesmo horário, e se eles
<.>     acharem que eles vão se dar melhor na outra é pra eles se mudarem pra
<.>     ela. Resumindo: o meu objetivo é fazer os alunos-assombrações se
<.>     mudarem pra outra turma SIM - e acho que você seria um tipo de pessoa
<.>     que iria preferir ir pra outra turma...

<p>     "Aprender a perguntar" tem um monte de componentes e talvez seja uma
<.>     tarefa que pra alguns alunos vai demandar centenas de horas de
<.>     trabalho. Eu hoje em dia acredito que eu ser legal e acolhedor nem
<.>     sempre é a melhor solução - acho melhor eu ser realista e dizer que
<.>     "aprender a perguntar" talvez vá ser umas das coisas mais difíceis que
<.>     eles já aprenderam, e ajudar eles com isso, mas deixando claro que
<.>     isso é uma tarefa gigante e que eles têm que começar a trabalhar nela
<.>     URGENTE, PRA ONTEM.

<p>     Se você tiver textos sobre isso - se possível artigos e livros - você
<.>     pode mandar as referências pra cá pro grupo? Você falou em "Acho que
<.>     deveríamos tentar mudar nossa comunicação com os estudantes", mas isso
<.>     me parece vago demais...

<p>     Dá uma olhada na p.49 dos slides da minha apresentação e nos
<.>     seguintes:

<p>      https://anggtwu.net/LATEX/2026logica-para-pessoas.pdf#page=49

<p>     a p.49 tem essas referências daqui, que ME PARECEM promissoras, ó:

<p>      De [JonassenRohrerMurphy, p.62] (1999):
<b>     "Learning occurs only in the context
<b>      of meaningful activity"

<p>      Outros links sobre practice/drill/activity:
<b>      1990: [Buchberger, p.11]
<b>      1990: [CohenMrsOublier, p.313]
<b>      1991: [SfardDualNature, p.32]
<b>      1991: [TallThomas, p.127]
<b>      1994: [Sierpinska, p.101]
<b>      1996: [SteffeNesherCobb, p.91]
<b>      2000: [CobbYackelMcClain, p.135]
<b>      2002: [BerryDMM, p.215]
<b>      2008: [Sfard, p.17, p.20, p79, p.81]
<b>      2017: [Lehtinen, p.626]
<b>      2022: [BoalerMindsets, p.41 e p.48]
<b>      2022: [FreudenthalChina, p.14, p.97, pp.111-112]

<p>     Mais em breve...
<b>      Eduardo
<b>     [Quoted text hidden]



<p> Date: 20 February 2026 at 08:41
<b> From: Juliana Lima
<b> To: jairkoiller@gmail.com
<b> Cc: eduardoochs@gmail.com, Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Prezado Prof. Jair e todos(as)(es) neste fórum;

<p>     Foi muito agradável ler o seu e-mail. E esperançoso também.

<p>     Permita-me dizer que senti falta na sua brilhante análise, um
<.>     ponto crucial: a falta de professores e pesquisadores humanizados
<.>     como o senhor.

<p>     A matemática é uma ciência conhecida como dura. E muitas vezes não
<.>     é pela sua dificuldade, como muitos justificam, mas quando o ego
<.>     de professores pesquisadores se torna maior que a responsabilidade
<.>     de ensinar, com o cuidado de até tentar explicar “de dez maneiras
<.>     diferentes”, de modo a captar a compreensão dos alunos
<.>     cuidadosamente classificados pelo senhor.

<p>     E sabemos que na nossa academia o que não falta é professor e
<.>     pesquisador que precisa de um índice de reprovação gigantesco para
<.>     sentir o ego massageado, quando ele poderia facilmente ensinar os
<.>     alunos a amarem ou, pelo menos, passarem pela disciplina com sem
<.>     uma dor e esforço para aturá-lá. A matemática é tão linda, uma
<.>     pena que as coisas sejam assim.

<p>     Por isso que divulgar e popularizar ciência é tão importante.
<.>     Porque dentro dos tipos de alunos classificados pelo senhor, na
<.>     categoria dos “problematicos” (porque infelizmente existe essa
<.>     realidade), sempre estão a grande parte baixa da pirâmide social:
<.>     os pobres, pretos e periféricos, que não tiveram espaços de
<.>     privilégio e nem condições igualitárias para conseguirem acender
<.>     na carreira ou até mesmo na vida. E é por isso, que ter uma visão
<.>     de educação antirracista é deveras importante.

<p>     Obrigada pelo seu e-mail. Saber que existe um matemático com tanta
<.>     experiência como o senhor, que sente a dor pela perda de um aluno,
<.>     que se esforça pra tentar explicar de dez maneiras diferentes, que
<.>     se preocupa em classificar os alunos em busca de soluções, me
<.>     deixa feliz e conclui de maneira assertiva o ponto que levantei:
<.>     que nós matemáticos(as)(es) podemos descer do nosso pedestal
<.>     imaginário e realmente mudar a vida social.

<p>     Nossos papers são extremamente necessários, mas salvar vidas com o
<.>     giz tem a mesma importância.

<p>     Além de Manfredo, gosto de lembrar do nosso majestoso Prof. Elon
<.>     Lages, que não só mudou a pesquisa em matemática no Brasil com
<.>     seus livros, mas a educação matemática com suas coleções para
<.>     professores. Em um dos seus discursos, ele dizia que o equilíbrio
<.>     entre a profissão de professor e o saber da matéria específica era
<.>     um equilíbrio: não existe professor. Existe professor “de alguma
<.>     coisa”, e precisamos dominar essa “alguma coisa”.

<p>     Agradeço também ao Prof. Eduardo que trouxe a discussão para o
<.>     fórum.

<p>     At.te,

<p>     Profa. Dra. Juliana R. Theodoro de Lima
<b>     PhD in Mathematics at USP- University of São Paulo - Area: Algebraic Topology/ Algebra
<b>     Adjunct Professor, Researcher and Vice-Principal at UFAL Mathematics Institute
<b>     UFAL- Federal University of Alagoas, A. C. Simões Campus
<b>     Lourival Melo Mota Avenue, no number, Cidade Universitária
<b>     Postal Code: 57072-900 - Maceió city, Alagoas, Brasil


<p>     Em qui., 19 de fev. de 2026 às 11:40, Jair Koiller escreveu:
<b>       [Quoted text hidden]


<p> Date: 20 February 2026 at 10:24
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: Juliana Lima
<b> Cc: jairkoiller@gmail.com, Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Oi Juliana,

<p>     eu tenho tentado montar modelos mentais que sejam fáceis de explicar e
<.>     que me ajudem a lidar com o meu problema principal de hoje em dia, que
<.>     são os alunos que não falam nada nunca de jeito nenhum, que não
<.>     participam de nenhum exercício em grupo, e que quando eu circulo pela
<.>     sala pra ver o que os alunos conseguiram fazer do exercício eles só
<.>     dizem "não, não, aqui tá tudo bem"... e na prova eu descubro que esses
<.>     alunos só estudaram pelo Stewart, e aí a prova deles é como a do
<.>     Pedrinho e da Tânia das histórias deste slide daqui - o que o título é
<.>     "Assobrações do tipo `T'":

<p>      https://anggtwu.net/LATEX/2026logica-para-pessoas.pdf#page=93

<p>     Termos como "pobres, pretos, periféricos e desprivilegiados" não têm
<.>     sido úteis pra mim nas minhas aulas porque esses termos me ajudam
<.>     muito pouco a descobrir como quebrar o gelo com esses alunos. Eu
<.>     IMAGINO que esses alunos achem que o jeito de falar deles tá errado,
<.>     que eles não sabem nada, que as dúvidas deles são péssimas, e coisas
<.>     assim... veja isto aqui, aliás - eu adoro este texto:

<p>      https://anggtwu.net/o-menino-maluquinho.html

<p>     ...então a primeira coisa que eu tento fazer é criar um ambiente em
<.>     que a noção do que é uma "pergunta boa" seja bem diferente da noção
<.>     que é a que eles conhecem melhor, que é mais ou menos assim: "a
<.>     pergunta boa é a pergunta do aluno rico que tá sabendo toda a
<.>     matéria". Eu tou tentando mudar isso pra "uma pergunta muito boa é uma
<.>     que ajuda várias pessoas", e uma das historinhas que eu preparei sobre
<.>     isso é a deste slide ("Bob e o Sistema"), que é uma das coisas que eu
<.>     vou distribuir impressas e pedir pra eles colarem na parede deles...

<p>      https://anggtwu.net/LATEX/2026logica-para-pessoas.pdf#page=53

<p>     Eu acho que a gente precisa dividir as pessoas pobres, pretas e
<.>     periféricas - "PPPP"s - em várias outras categorias. Eu já tive alunos
<.>     PPPPs que fizeram perguntas aparentemente super básicas, sobre
<.>     frações, exponenciais, ou outras coisas assim, e essas perguntas
<.>     mudaram TUDO - os outros alunos viram que eu adorei a pergunta, viram
<.>     como eu lidei com ela, começaram a participar da aula, e a relação
<.>     deles comigo mudou completamente... e num outro extremo eu já tive
<.>     montes de alunos, tanto PPPPs quanto não-PPPPs, que viviam arrasados
<.>     porque achavam que o problema era que eles não estavam estudando
<.>     matemática o suficiente, e aí eles não conseguiam fazer nenhuma
<.>     atividade mais "humana" porque eles achavam que não tinham tempo...

<p>      [[]],
<b>        Eduardo
<b>        https://anggtwu.net/2026-logica-para-pessoas.html

<p>     [Quoted text hidden]



<p> Date: 21 February 2026 at 07:40
<b> From: Juliana Lima
<b> To: Eduardo Ochs
<b> Cc: jairkoiller@gmail.com, Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Olá Eduardo,

<p>     Obrigada por enviar os links. Vou olhar com cuidado.

<p>     Só para contribuir com o contexto de alunos que tem “medo” de
<.>     responder ou tirar dúvidas, na minha experiência com eles, percebi
<.>     que eles já tinham tido a experiência com outros professores do
<.>     ego inflado que haviam humilhado dentro da sala de aula na frente
<.>     da turma, por terem feito perguntas “básicas demais”. Assim, dessa
<.>     forma, eles acabam ficando com medo dos futuros professores.

<p>     A discussão se gênero e raça é outro ponto importante, pq o perfil
<.>     da acadêmica até hoje é gritante: homens, brancos, cisgeneros e
<.>     mais elitistas. Enquanto os alunos não se sentirem representados
<.>     socialmente, eles jamais terão senso de pertencimento e assim,
<.>     também se silenciam.

<p>     Agradeço o e-mail com certeza vai me ajudar a acolher melhor os
<.>     meus alunos e vou tentar analisá-los nas minhas pesquisas ligadas
<.>     a educação matemática (além da matemática pura, virar professora
<.>     de uma universidade federal no nordeste, me fez ver a necessidade
<.>     de discutir educação matemática também).

<p>     Tive uma aluna de mestrado do profmat, que defendeu o mestrado ano
<.>     passado sobre matemática antirracista no ensino básico, e ela tem
<.>     um espaço de fala fortíssimo na que é uma mulher, negra, que se
<.>     formou na Ead (e nessa época ela morava em um acampamento sem
<.>     terra), e discutimos no seu trabalho como é crucial o senso de
<.>     pertencimento na formação do perfil dos alunos e futuros
<.>     universitários. Um trabalho maravilhoso.

<p>     Caso tenha algum interesse em discutir trabalhos de educação
<.>     antirracista, ou outros pontos relevantes para o interesse dos
<.>     alunos, deixo meu e-mail (juliana.lima@im.ufal.br) a disposição.

<p>     At.te,

<p>     Juliana

<p>     Profa. Dra. Juliana R. Theodoro de Lima
<b>     PhD in Mathematics at USP- University of São Paulo - Area: Algebraic Topology/ Algebra
<b>     Adjunct Professor, Researcher and Vice-Principal at UFAL Mathematics Institute
<b>     UFAL- Federal University of Alagoas, A. C. Simões Campus
<b>     Lourival Melo Mota Avenue, no number, Cidade Universitária
<b>     Postal Code: 57072-900 - Maceió city, Alagoas, Brasil
<b>     [Quoted text hidden]



<p> Date: 21 February 2026 at 09:40
<b> From: Felipe Acker
<b> Reply-To: acker@matematica.ufrj.br
<b> Cc: Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Oi, Eduardo!

<p>     Estou orgulhoso. Uns anos atrás eu estava na banca do concurso em
<.>     que você foi aprovado e a partir do qual se tornou professor da
<.>     UFF Rio das Ostras. Tempos depois, ouvi a seu respeito: "ele é
<.>     maluco". Respondi: "lugar de maluco é na universidade; gente
<.>     enquadrada vai para a empresa." Eu não saberia fazer como você,
<.>     mas você me faz pensar, força o debate e sempre aprendo um pouco
<.>     com você (uma pequena fração das tantas coisas que você propaga) e
<.>     com os que você estimula/provoca com seu jeito branco, rico,
<.>     puc-iano, privilegiado, "porém" maluco, inquieto, persistente,
<.>     sincero e honesto. Siga em frente, obrigado!

<p>     Felipe Acker
<b>     Professor
<b>     Instituto de Matemática e Estatística - Departamento de Geometria
<b>     Universidade Federal Fluminense
<b>     https://sites.google.com/matematica.ufrj.br/acker



<p>     Em sex., 20 de fev. de 2026 às 10:24, Eduardo Ochs escreveu:
<b>       [Quoted text hidden]


<p> Date: 21 February 2026 at 09:43
<b> From: Felipe Acker
<b> Reply-To: acker@matematica.ufrj.br
<b> Cc: Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     PS: adorei a história do Bob, copiei e vou mostrar para meus alunos. Quem é a autora?
<b>     Felipe Acker
<b>     Professor
<b>     Instituto de Matemática e Estatística - Departamento de Geometria
<b>     Universidade Federal Fluminense
<b>     https://sites.google.com/matematica.ufrj.br/acker

<p>     [Quoted text hidden]

<p> Date: 21 February 2026 at 12:06
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: Juliana Lima
<b> Cc: jairkoiller@gmail.com, Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     Oi Juliana!

<p>     Tenho muito interesse sim! Acho que o melhor é a gente começar fazendo
<.>     duas coisas: 1) me manda o que você tiver de trabalhos dessa sua aluna
<.>     e os links e coisas que você achar que podem me interessar, e 2)
<.>     manda isso aqui pra ela...

<p>      Precisamos de mais Patrícias e menos Anas Isabéis
<b>      https://anggtwu.net/2025-precisamos.html

<p>     ...aí ela vai ver que eu tou puxando assunto com as pessoas mais
<.>     aleatórias que eu encontro por aí porque eu não faço a menor idéia de
<.>     onde é que eu vou encontrar as próximas Patrícias do Hortifruti, elas
<.>     podem estar em qualquer lugar...

<p>     Deixa eu contar mais uma coisa - que é óbvia em retrospecto mas que eu
<.>     só aprendi há bem pouco tempo atrás. Eu tava fazendo isso de "puxar
<.>     assunto com as pessoas mais aleatórias" e fui falar com a Monnique da
<.>     Biblioteca, que eu não via há um tempão... e a gente conversou horas,
<.>     ela me contou muita coisa sobre a Maria Montessori, que ela tá
<.>     estudando agora e eu conhecia pouquíssimo, e eu contei dos alunos que
<.>     não conseguem fazer perguntas porque outros professores já chamaram
<.>     eles de burros várias vezes...

<p>     Aí a Monnique disse uma coisa MUITO FODA: "o comportamento desses
<.>     professores é aprendido! Temos que ver onde eles estudaram, eles
<.>     provavelmente estudaram em lugares em que era normal chamar os outros
<.>     de burros e dizer que tudo é óbvio"...

<p>     Eu por enquanto ainda não tenho nem o termo certo pra isso, aí eu tou
<.>     usando um termo improvisado, que é "Pedagogia do isso você já deveria
<.>     saber". Eu tenho um colega que costuma dar patadas assim, tipo "isso
<.>     você já deveria saber", não só nos alunos como às vezes em mim
<.>     também... os alunos não costumam documentar quando isso acontece mas
<.>     eu sim (👹), deixa eu dar um exemplo recente...

<p>      https://anggtwu.net/2025-06-26-reuniao-rcn.html#01:14:22

<p>     e tem um monte de outros aqui:

<p>      https://anggtwu.net/2025-alguns-motivos-reginaldo.html

<p>     Talvez os alunos consigam lidar melhor com professores desse tipo se
<.>     eles tiverem termos, textos e histórias pra pensar sobre isso... e
<.>     talvez seja bom dividir as pessoas da "Pedagogia do isso você já
<.>     deveria saber" entre pessoas que não sabem explicar porque agem assim
<.>     e pessoas que sabem explicar. Eu outro dia tive uma inspiração -
<.>     motivada por ódio e flashbacks horríveis, confesso =( - e escrevi uma
<.>     historinha sobre isso que eu pretendo usar com os alunos. Ela tá aqui,
<.>     na p.94 (por enquanto), com o título é "O problema do "é óbvio"":

<p>      https://anggtwu.net/LATEX/2026logica-para-pessoas.pdf#page=94

<p>     O Reginaldo é o Sargento, e ele não sabe explicar como a "Pedagogia do
<.>     isso você já deveria saber" funciona, mas talvez ele tenha estudado
<.>     com pessoas como o General, que sabe explicar super bem como a
<.>     "Pedagogia do isso você já deveria saber" cria ordem, caráter,
<.>     hierarquia e disciplina...

<p>     Eu só encontrei umas menções bem breves à "Pedagogia do isso você já
<.>     deveria saber" nos artigos e livros que eu baixei, e ainda não
<.>     organizei elas. Imagino que em algum momento eu vá encontrar algum
<.>     especialista em Educação que vá me dizer algo como "o trabalho do
<.>     Paulo Freire se contrapunha à pedagogia hegemônica da época, e o
<.>     melhor livro que eu conheço que compara os dois modelos de como o
<.>     conhecimento é construído, o da pedagogica hegemônica daquela época e
<.>     o do Paulo Freire, é o livro TAL". Eu ainda não encontrei ninguém
<.>     assim, MAAAAAS encontrei algumas coisas em inglês que me parecem bons
<.>     pontos de partida - como esse livro aqui, que tem 19 artigos, e que dá
<.>     pra baixar do Academia.edu e do Anna's Archive:

<p>     @Book{ErnestCMK,
<b>       editor = {P. Ernest},
<b>       title = {Constructing Mathematical Knowledge: Epistemology
<b>                  and Mathematics Education},
<b>       publisher = {Falmer},
<b>       year = {1994},
<b>       shorthand = {ErnestCMK},
<b>     }

<p>     https://www.academia.edu/43136903/Constructing_Mathematical_Knowledge_Epistemology_and_Mathematics_Education_Studies_in_Mathematics_Education_Series_4

<p>      [[]],
<b>        Eduardo
<b>        https://anggtwu.net/2026-logica-para-pessoas.html



<p>     [Quoted text hidden]



<p> Date: 21 February 2026 at 12:10
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: acker@matematica.ufrj.br
<b> Cc: Forum de Pesquisa e Pos-graduacao - Matematica e Estatistica

<p>     As historias do Bob sao todas minhas!
<b>      [[]] =) =) =),
<b>        Eduardo

<p>     [Quoted text hidden]



<p> Date: 21 February 2026 at 16:21
<b> From: Carlos Tomei
<b> To: eduardoochs@gmail.com

<p>     Estou em dívida, não abri pra ler com calma, afobadíssimo na vida.

<p>     Vai um beijo enquanto isso, C.

<p>     On Thu, Feb 19, 2026 at 12:46 AM Eduardo Ochs wrote:
<b>       [Quoted text hidden]



<p> Date: 21 February 2026 at 16:40
<b> From: Eduardo Ochs
<b> To: Carlos Tomei

<p>     Como voce esta' se virando?
<b>     Fiquei bem preocupado... reclama ai'!
<b>      [[]], E. ...

<p>     [Quoted text hidden]



]==]



-- «bigstr_2026_carta_saliby»  (to ".bigstr_2026_carta_saliby")
-- (ajua  "2026-carta-saliby")
-- (find-TH "2026-carta-saliby")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
= Blocks.from(bigstr_2026_carta_saliby)

--]]
bigstr_2026_carta_saliby = [==[
<p>  Subj: Carta aberta aos colegas do RCN
<b>  Date: 3 de março de 2026 às 06:18
<b>  From: Fernando Saliby de Simoni
<b>  To: Eduardo Ochs
<b>  Cco: (Todos os outros membros do RCN)

<p>    Colegas do RCN,

<p>    Escrevo este e-mail com a franqueza que acredito que este momento exige. Não é um comunicado protocolar, mas
<.>    uma abertura honesta sobre a minha permanência na chefia do departamento.

<p>    Aceitei este desafio em dezembro, consciente de que o RCN atravessava um momento delicado. No entanto, a
<.>    intensidade dos episódios que tenho enfrentado, culminando na nossa última reunião do dia 26 de fevereiro,
<.>    ultrapassou qualquer limite aceitável para a minha saúde física e mental. O custo pessoal tornou-se insustentável.

<p>    Após muita reflexão sobre o impacto dessa carga, tomei uma decisão em prol da minha preservação. Estou iniciando
<.>    os contatos para uma permuta com o campus da UFF em Santo Antônio de Pádua. Essa possibilidade já havia
<.>    surgido antes da pandemia, motivada por razões acadêmicas: em Pádua há o curso de Licenciatura em Física, área
<.>    que dialoga diretamente com o meu trabalho. As circunstâncias atuais apenas me deram a clareza de que este é, de
<.>    fato, o caminho que devo seguir agora.

<p>    Enquanto esse processo de permuta estiver em tramitação, minha intenção é permanecer na chefia, cumprir meu
<.>    papel e auxiliar na transição para uma nova gestão. No entanto, serei transparente: a minha saúde é a prioridade
<.>    inegociável, e agirei em conformidade sempre que necessário.

<p>    Faço a escolha de me preservar para poder continuar existindo como professor, como pesquisador e como ser
<.>    humano. Acredito que esta franqueza, por mais difícil que seja, é o mínimo que devo a vocês e a mim mesmo.

<p>    Agradeço desde já a compreensão e o respeito a este momento.

<p>    Respeitosamente,
<b>    Fernando Saliby de Simoni

]==]




-- «bigstr_2026_quatro_coisas»  (to ".bigstr_2026_quatro_coisas")
-- (ajua  "2026-quatro-coisas")
-- (find-TH "2026-quatro-coisas")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
= Blocks.from(bigstr_2026_quatro_coisas)

--]]
bigstr_2026_quatro_coisas = [==[
<p> From: Eduardo Ochs
<b> To: Fernando Saliby
<b> Date: 13 March 2026 at 00:36

<p>     Oi Fernando!

<p>     Eu vi que o Processo SEI UFF nº 23069.154429/2026-74 menciona quatro
<.>     coisas de forma muito incompleta no documento "Despacho RCN 3239339",
<.>     que é uma solicitação à DPS/CASQ que foi escrita por você...

<p>     A primeira coisa é esta:

<p>      "Registra-se que já houve abertura de Processo Administrativo
<.>      Disciplinar (PAD) em 2023, cujo desfecho, até a presente data, não é
<.>      de conhecimento desta chefia nem do corpo docente do Departamento"

<p>     A segunda é esta:

<p>      "Por meio do Ofício nº 15/2024/RGN/ICT/UFF (anexo I), de 21 de agosto
<.>      de 2024, a Coordenação do Curso de Graduação em Engenharia de
<.>      Produção formalizou solicitação de providências ao RCN em face de
<.>      relatos de alunos da disciplina RCN00066 – Cálculo II-A. O documento
<.>      registra, entre outros..."

<p>     A terceira é esta (no 2.2):

<p>      2.2. Material didático com conteúdo inadequado e linguagem agressiva

<p>     A quarta é esta (no 2.4):

<p>      2.4. Publicação não autorizada de documentos e reuniões
<.>      departamentais


<p>     Sobre a primeira coisa, qualquer pessoa que tenha lido o "Manual de
<.>     Processo Administrativo Disciplinar" - dá pra baixar ele daqui:
<.>     https://repositorio.cgu.gov.br/handle/1/95925 - e que conheça bem o
<.>     significado de expressões como "estrita reverência aos princípios do
<.>     contraditório e da ampla defesa" consegue ter uma noção bastante boa
<.>     de qual vai ser o resultado final do PAD a partir do meu depoimento
<.>     nele, e eu já compartilhei o link do meu depoimento com vocês várias
<.>     vezes... o link é este,

<p>      https://anggtwu.net/2023-08-09-depoimento-eduardo.html

<p>     e eu gostaria que você PDFizasse essa página com a transcrição do
<.>     depoimento e incluisse ela no processo.


<p>     Sobre a segunda coisa: o processo inclui o ofício do RGN mas não
<.>     inclui a minha resposta a ele. Na verdade a situação é BEEEEEEEEM pior
<.>     que isso. Ó, por datas:

<p>      21/ago/2024: o ofício com as reclamações foi escrito e enviado pro RCN
<b>      30/jan/2025: eu soube da existência desse ofício
<b>      28/fev/2025: eu pedi pro Fábio uma cópia do ofício
<b>      28/fev/2025: o Fábio disse que não ia me mandar
<b>      04/abr/2025: pedi de novo, com outros argumentos
<b>      05/abr/2025: o Fábio me mandou o ofício
<b>      15/abr/2025: terminei de escrever uma resposta detalhada pro ofício
<b>      15/abr/2025: mandei essa resposta pra Ana Hashimoto (chefe do RGN)
<b>      16/abr/2025: mandei essa resposta pro Fábio e pra mailing list do RCN.

<p>     Eu levei SETE MESES E MEIO pra ter acesso a essas reclamações e poder
<.>     respondê-las.

<p>     Eu gostaria que você incluísse no processo a troca de e-mails que
<.>     documenta essa demora e a minha resposta ao ofício. Estou incluindo a
<.>     troca de e-mails num PDF em anexo, e pra incluir a resposta ao ofício
<.>     você vai ter que PDFizar esta página:

<p>      https://anggtwu.net/2025-oficio-da-EP-resp.html


<p>     Sobre a terceira coisa, "material didático com conteúdo inadequado e
<.>     linguagem agressiva", aqui eu também gostaria que você incluisse a
<.>     minha resposta a ela. Você vai ter que PDFizar esta página daqui:

<p>      https://anggtwu.net/2025-06-26-bel.html


<p>     Agora sobre a quarta coisa, que é "publicação não autorizada de
<.>     documentos e reuniões departamentais"...

<p>     Lembre que o RCN tem um histórico de fazer acusações falsas contra mim
<.>     e me ignorar em todas as vezes que eu tento mostrar as provas de que
<.>     essas acusações são falsas. Vamos considerar que isso é uma "campanha
<.>     difamatória" do RCN contra mim.

<p>     Quando eu divulgo esses documentos eu estou tentando reduzir os danos
<.>     contra a minha reputação que vocês causaram. O ideal seria que vocês
<.>     reconhecessem os danos e sempre reparassem eles vocês mesmos o mais
<.>     rápido possível, mas isso nunca acontece... então legalmente eu posso
<.>     sim divulgar esses documentos, e repare que eu tenho documentado com
<.>     muitíssimo cuidado todas as minhas tentativas de dialogar com vocês, e
<.>     tenho todos os registros de como vocês sempre cortam a comunicação e
<.>     fecham os canais de diálogo.

<p>     Deixa eu me focar agora no caso que DEVERIA ser o mais fácil de
<.>     entender de todos. Isto aqui

<p>      http://anggtwu.net/2025-vc-nao-deu-vs.html

<p>     é um caso de falsidade documental que merecia providências urgentes -
<.>     mas ao invés disso vocês ignoram esse caso até hoje.

<p>      [[]],
<.>        Eduardo Ochs


<p>     P.S.: acho que o ideal é que você inclua este meu e-mail no processo
<.>     no SEI e inclua as coisas que eu mencionei como anexos dele.


<p>          Oficio da EP?.pdf
<.>          87K


]==]




-- «bigstr_2026_impedimento»  (to ".bigstr_2026_impedimento")
-- (ajua  "2026-impedimento")
-- (find-TH "2026-impedimento")
--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
= Blocks.from(bigstr_2026_impedimento)

--]]
bigstr_2026_impedimento = [==[
<p> From: Eduardo Ochs
<b> To: Brunno Lessa Saldanha Xavier, Ranieri Carli, Irene Bulcao
<b> Subj: Impedimento de acesso ao campus: documento?
<b> Date: 12 March 2026 at 22:15

<p>     Oi Brunno e Ranieri (com cópia pra Irene),

<p>     Duas coisas:

<p>     1) O documento que diz que eu não posso mais entrar na área da UFF
<.>       ainda não consta do Processo SEI UFF nº 23069.154429/2026-74, e eu
<.>       ainda não recebi cópia dele... vocês podem incluí-lo no processo e
<.>       mandar uma cópia dele pra mim?

<p>     2) Eu tenho muitos indícios de que os meus colegas do RCN "não lêem",
<.>       e que isso muitas vezes acaba funcionando contra mim. Um exemplo
<.>       importante é este aqui:

<p>        https://anggtwu.net/2025-06-26-bel.html#metodo-rapido

<p>       Um dos documentos do processo - o "Anexo V" - é uma carta assinada
<.>       por 10 membros do RCN, e cujos destinatários iniciais eram:

<p>        "Prezados Prof. Brunno Lessa (diretor do IHS) e Prof. Fabio
<.>        Gonçalves (chefe do RCN),"

<p>       Essa carta inclui estes parágrafos na sua primeira página,

<p>        O título do panfleto contém a sentença "por menos Ana Isabeis", e
<.>        temos dúvida se o fato pode se tratar de violência de gênero, já
<.>        que o professor nunca panfletou ostensivamente tentando diminuir
<.>        uma pessoa do sexo masculino (atacar e criticar, sim, diminuir,
<.>        não) ainda que tenha longo histórico de problemas com pessoas de
<.>        todos os sexos no Campus, e de citar brevemente o nome do Prof
<.>        Reginaldo Demarque da Rocha (SIAPE 1771219) no corpo do texto.
<.>        Ele tem abordado pessoas de convivência da professora, inclusive
<.>        os próprios alunos da referida professora, perguntando se quer
<.>        saber de uma fofoca, e em seguida entrega o panfleto. Além da
<.>        possível e não comprovada questão de gênero, também temos dúvida
<.>        se o fato pode ser interpretado como uma ameaça ou atentado, já
<.>        que clama explicitamente por "menos de uma pessoa". A insistência
<.>        na panfletagem do texto constitui um ato extremamente violento,
<.>        desrespeitoso e potencialmente danoso à imagem profissional,
<.>        quiçá, à vida, cujo conteúdo tenta diminuir a professora
<.>        desconsiderando sua trajetória, experiência e competência
<.>        profissional. Este tipo de exposição é muito inadequada ao
<.>        ambiente universitário ferindo princípios básicos de convivência
<.>        institucional, além de causar danos profissionais e emocionais,
<.>        por motivo aparentemente fútil. A situação é grave.

<p>        (...)

<p>        Neste sentido, e diante da urgência e gravidade do caso e dos
<.>        últimos acontecimentos envolvendo assassinatos em ambientes
<.>        públicos, como por exemplo o ocorrido no CEFET-Rio amplamente
<.>        divulgado na mídia, solicitamos que o assunto seja levado a
<.>        instâncias superiores da universidade, para que seja tratado de
<.>        forma institucional. Solicitamos em concomitância alguma forma de
<.>        proteção. Já estamos sofrendo ataques verbais, pessoais e imersos
<.>        em um ambiente tóxico de trabalho, não condizente com a
<.>        excelência e histórico da UFF, que também é atacada em
<.>        consequência de suas declarações.

<p>       e também inclui uma foto do "Precisamos de mais Patrícias e menos
<.>       Anas Isabéis". O melhor modo de consultar o texto do "Precisamos" é
<.>       neste link:

<p>        https://anggtwu.net/2025-precisamos.html

<p>       O último parágrafo do "Precisamos" diz isto:

<p>        Eu vou usar a Patrícia como símbolo, e vou usar o termo
<.>        "Patrícia" pra me referir às pessoas que acham natural as pessoas
<.>        trocarem idéias, compartilharem conhecimento e se ajudarem, e vou
<.>        usar o termo "Ana Isabel" pra me referir às pessoas que acham
<.>        natural não "passar o sal" pra um colega de departamento que está
<.>        com dificuldades EM ALGO EM QUE VOCÊ É ESPECIALISTA.

<p>       Todo mundo que eu conheço entendeu em que sentido eu estava usando
<.>       os termos "Patrícias" e "Anas Isabéis" - exceto os meus colegas do
<.>       RCN - e todo mundo, exceto os meus colegas do RCN, entendeu que eu
<.>       queria dizer "precisamos de mais pessoas que compartilhem
<.>       informações" e "precisamos VIRAR pessoas que compartilham
<.>       informações".

<p>       Imagino que o processo só tenha chegado ao ponto de me impedirem de
<.>       acessar o campus porque essa carta passou por várias outras
<.>       pessoas, e todas elas essas outras pessoas a) leram o "pode ser
<.>       interpretado como uma ameaça ou atentado" da primeira página, e b)
<.>       ou não leram, ou ignoraram, o último parágrafo do "Precisamos", que
<.>       está na página 3 da carta.

<p>       Vocês podem comentar algo sobre isto? Vocês leram o último
<.>       parágrafo do "Precisamos"? Vocês acharam ele irrelevante?


<p>     Esse processo ainda vai dar muito pano pra manga mas vou tentar me
<.>     focar em poucos assuntos de cada vez. Sintam-se à vontade pra
<.>     conversar comigo a qualquer momento - por exemplo, se vocês quiserem
<.>     mais informações ou se vocês tiverem idéias pra fazer a situação
<.>     desescalar. E lembrem que a Irene foi da banca do processo
<.>     administrativo contra mim e ela foi a secretária dele, então ela
<.>     conhece ele muito bem... e a sala dela é a poucos metros da de vocês.
<.>     Deixa eu lembrar vocês também que eu estou deixando um monte de
<.>     documentos públicos pra tentar conter a, aham, "campanha de difamação"
<.>     dos meus coleguinhas contra mim, que começou em 2022, e até 2025 eu
<.>     não tinha nem sequer levantado a voz nenhuma vez. Isto aqui é um
<.>     trecho do final do depoimento:

<p>      1:12:42 - [Eduardo] Tem uma coisa que eu não
<b>      1:12:43 sei se é importante para vocês mas que é
<b>      1:12:44 importante para mim, que é o seguinte... tem
<b>      1:12:46 essa versão de que eu tô sempre violando regras e
<b>      1:12:49 perdendo prazos e não sei que... e eu tava
<b>      1:12:52 preparando documentação que mostrava
<b>      1:12:54 que não, que eu tava fazendo tudo
<b>      1:12:55 direitinho, e não sei que... e eu vi que eu
<b>      1:12:57 tou cercado de pessoas que não abrem
<b>      1:12:58 links de jeito nenhum, parece que é...
<b>      1:13:01 as minhas tentativas de mostrar que eu tô fazendo
<b>      1:13:03 direito são inúteis... isso é desesperador.
<b> 
<b>      1:13:09 - [Irene] É, não, mas muita calma nessa hora, porque...
<b>      1:13:13 esses documentos que você mandou a gente...
<b>      1:13:15 pelo menos nós vimos o documento todo.
<b> 
<b>      1:13:21 - [Eduardo] Uau!
<b> 
<b>      1:13:25 - [Irene] Eu inclusive confesso que não cheguei ao fim.
<b>      1:13:28 A Isabel foi heróica, foi até o último documento...
<b>      1:13:32 - [Eduardo] Ai, caramba...
<b>      1:13:34 - [Haroldo] Eu também não cheguei ao final.
<b>      1:13:36 - [Isabel] Mas a gente conversou. Antes eu falei para eles
<b>      1:13:40 as coisas que tavam lá.
<b>      1:13:42 - [Irene] A gente... a gente tem essa documentação, vai
<b>      1:13:47 acrescentá-la no corpo do processo, né...
<b>      1:13:52 Essa... essa conversa com você hoje, da
<b>      1:13:57 nossa lista, né, de oitivas ela se encerra,
<b>      1:14:01 e agora nós vamos ter um tempo
<b>      1:14:05 preparando a documentação do processo, né, porque
<b>      1:14:10 eu já vi que eu vou ter que montar um
<b>      1:14:12 segundo tomo para poder acrescer essa
<b>      1:14:15 documentação impressa, né...
<b>      1:14:19 e assim que a gente concluir nosso... nosso
<b>      1:14:24 trabalho... o que concluirá, ou encaminhará,
<b>      1:14:28 sairá das nossas mãos do processo eu vou
<b>      1:14:31 informar você dessa dessa conclusão.
<b>      1:14:34 Fique tranquilo quanto a isso.
<b>      1:14:39 E aí queria te agradecer a disponibilidade, o tempo,
<b>      1:14:43 o esforço pela síntese, que eu sei que você
<b>      1:14:46 fez, né...
<b> 
<b>      1:14:51 - [Eduardo] É. Nossa, eu tou desde 13 meses atrás tentando
<b>      1:14:54 mostrar minha versão da história, minha documentação, e
<b>      1:14:56 ninguém vê... vocês são as primeiros pessoas
<b>      1:14:57 que olham... no PURO, quer dizer... do PURO, da
<b>      1:15:00 UFF, fora alunos...

<p>     Dá pra acessar a íntegra aqui:

<p>      https://anggtwu.net/2023-08-09-depoimento-eduardo.html#1:12:42

<p>     Por enquanto o melhor índice cronológico das coisas que aconteceram
<.>     está nesta página,

<p>      https://anggtwu.net/2025-alguns-motivos-reginaldo.html

<p>     que é enorme...

<p>     Por favor anotem os meus contatos principais:

<p>      eduardoochs@gmail.com
<b>      (21)98884-2389 (WhatsApp)

<p>     Esses são os que eu checo dezenas de vezes por dia.

<p>      [[]],
<b>        Eduardo...



<p> From: Eduardo Ochs
<b> Date: 12 March 2026 at 22:17
<b> To: Brunno Lessa Saldanha Xavier, Ranieri Carli, Irene Bulcao

<p>     Esqueci o anexo!!!
<b>     La' vai...

<p>     [Quoted text hidden]

<p>           2026-feb-13_b__anexo_V.pdf
<b>           293K



]==]







--------------------------



require "ELpeg1"    -- (find-angg "LUA/ELpeg1.lua")
grcm0 = function (...) print(gr:cm0(...)) end
grcm0 = function (...) return gr:cm0(...) end
tovtable = function (o) return VTable(o) end
tohtable = function (o) return HTable(o) end

gr,V,VA,VE,PE = Gram.new()
V.restofline = (1-P"\n")^0
cline        = function (c) return ("<"..c..">") * C(V.restofline) * "\n" end
cline        = function (c) return ("<"*C(c)*">" * C(V.restofline) * "\n"):Ct() / tohtable end
V.pline      = cline "p"
V.hline      = cline "h"
V.bline      = cline "b"
V.dotline    = cline "."
V.emptylines = (P"\n")^1
V.dblines    = (V.dotline + V.bline)^0
V.block      = ((V.hline + V.pline) * V.dblines * V.emptylines):Ct() / tovtable
V.blocks     = (V.block^1):Ct() / tovtable

blocktoblogme = function (b)
    local T = {["h"] =   "[HDR ",
               ["p"] =   "[P   ",
               ["."] = "\n     ",
               ["b"] = "\n[BR] "}
    local output = ""
    for _,line in ipairs(b) do
      output = output .. T[line[1]] .. line[2]
    end
    return output .. "]\n"
  end

Blocks = Class {
  type = "Blocks",
  from = function (bigstr)
      return Blocks(grcm0("blocks", bigstr))
    end,
  __tostring = function (bs) return bs:tostring() end,
  __index = {
    tostring = function (bs) return mapconcat(blocktoblogme, bs, "\n") end,
  },
}



--[[
* (eepitch-lua51)
* (eepitch-kill)
* (eepitch-lua51)
dofile "OiReginaldo1.lua"
= bigstr
bs = Blocks.from(bigstr)
= bs
= bs[1]
= mapconcat(blocktoblogme, bs, "\n")

tovtable = function (o) return VTable(o) end
= tovtable {"a", 42, {"b", "c"}}

V.hd         = Ct(V.hline * V.dotline^0) / tovtable
= grcm0("hline", bigstr)
= grcm0("hd", bigstr)
= grcm0("hd", bigstr)
= grcm0("block", bigstr)

blocks = grcm0("blocks", bigstr)
blocks = grcm0("blocks", bigstr_500_linhas)
blocks = grcm0("blocks", bigstr_500_linhas_fabio)
blocks = grcm0("blocks", bigstr_500_linhas_outros)
= blocks[1]
= blocks[2]

for _,b in ipairs(blocks) do print(blocktoblogme(b)) end

V.pline      = cline "p"

--]]







-- Local Variables:
-- coding:  utf-8-unix
-- End: